Leitura prática (pista)
FeNa (%)*Não é diagnóstico isolado. Valide com sedimento urinário, diurese, hemodinâmica, tendência da creatinina e contexto clínico.
Calcula a FeNa (%) usando sódio urinário e sérico, creatinina urinária e sérica. Útil como dado complementar na avaliação de IRA, especialmente para diferenciar padrão pré-renal vs. intrínseco (com limitações, ex.: uso de diuréticos).
A FeNa (excreção fracionada de sódio) estima a fração do sódio filtrado pelos glomérulos que é excretada na urina, expressa em %. É um parâmetro clássico para apoiar a avaliação de insuficiência renal aguda (IRA), ajudando a diferenciar, como pista, padrões compatíveis com hipoperfusão/pré-renal versus lesão tubular aguda — sempre com limitações.
A interpretação depende do momento da coleta, do estado volêmico, do sedimento urinário e de fatores como diuréticos, DRC, sepse e nefropatias específicas.
O cálculo usa Na⁺ sérico (NaS), Na⁺ urinário (NaU), creatinina sérica (CrS) e creatinina urinária (CrU). Como CrS e CrU podem ser reportadas em unidades diferentes, a calculadora realiza conversões quando necessário para manter coerência.
Unidades usuais: Na em mEq/L. CrS e CrU devem estar em unidades compatíveis (a razão “corrige” a diluição urinária).
Para padronizar a creatinina sérica e urinária, a calculadora pode converter para mg/dL:
A conversão da creatinina urinária depende do peso molecular (113,12 g/mol) e de conversões mg/L mg/dL.
Em termos gerais, FeNa baixa pode indicar conservação renal de sódio, frequentemente associada a hipoperfusão. Já FeNa elevada pode sugerir incapacidade de reabsorver sódio, como em lesão tubular aguda. Entretanto, múltiplas condições alteram esses padrões.
*Não é diagnóstico isolado. Valide com sedimento urinário, diurese, hemodinâmica, tendência da creatinina e contexto clínico.
Se houver uso de diuréticos, a FeNa pode perder utilidade. Em alguns cenários, considera-se avaliar FeUreia como dado alternativo (a depender do protocolo do serviço).
Para decisão clínica, utilize a FeNa como suporte e sempre integre com quadro clínico, exames complementares e evolução.