Homens
Referência adultosEm atletas, a interpretação depende do esporte e da fase de treinamento. Percentuais muito baixos podem exigir avaliação clínica/nutricional.
Insira as dobras em mm. Homens (peito, abdômen, coxa) | Mulheres (tríceps, supra-ilíaca, coxa).
A calculadora Jackson & Pollock (3 dobras) é uma ferramenta para estimar a densidade corporal e o percentual de gordura corporal (\(\%\)GC) a partir de dobras cutâneas, com conversão pela equação de Siri. É amplamente aplicada em Medicina do Esporte, Nutrição e avaliação física para acompanhamento de composição corporal em adultos, principalmente em cenários ambulatoriais e esportivos.
Quando o peso (kg) é informado, também é possível estimar massa gorda e massa magra. Recomenda-se utilizar a média de 2–3 medidas por local, com técnica padronizada, para reduzir erro.
O cálculo ocorre em três etapas: (1) soma das dobras, (2) densidade corporal por Jackson & Pollock e (3) conversão para \(\%\)GC pela equação de Siri.
Onde \(S\) é a soma das dobras (mm) e \(d_1, d_2, d_3\) são as dobras medidas com adipômetro.
A densidade corporal \(BD\) (g/cm\(^3\)) é estimada por equações específicas por sexo, ajustadas por idade.
Na prática clínica e esportiva, a reprodutibilidade depende de padronização de pontos anatômicos, técnica de pinçamento e adipômetro calibrado.
Após obter \(BD\), a conversão para percentual de gordura corporal é realizada pela equação de Siri:
A equação de Siri utiliza um modelo bicompartimental (massa gorda + massa livre de gordura) e pode ter limitações em populações fora do escopo original (ex.: atletas de elite, idosos, extremos de adiposidade).
Se o peso corporal for informado, a calculadora estima massa gorda e massa magra:
Essas estimativas são úteis para monitoramento longitudinal (ex.: perda de gordura preservando massa magra), desde que as medições de dobras sejam consistentes ao longo do tempo.
O \(\%\)GC deve ser interpretado considerando sexo, idade e nível de treinamento. Para acompanhamento, valorize a tendência ao longo do tempo com técnica padronizada, em vez de um único resultado isolado.
Em atletas, a interpretação depende do esporte e da fase de treinamento. Percentuais muito baixos podem exigir avaliação clínica/nutricional.
Mudanças hormonais e idade podem influenciar o \(\%\)GC. Avalie sempre em conjunto com sinais clínicos e objetivos do acompanhamento.
A leitura clínica deve considerar técnica de coleta (dobras), consistência do avaliador, hidratação e objetivo (clínico vs. esportivo). Para seguimento, repita as medidas nas mesmas condições.
Sempre que disponível, complemente com medidas clínicas e funcionais (ex.: circunferência de cintura, desempenho físico, marcadores metabólicos) e, quando indicado, métodos de referência (ex.: DXA).