Homens
Referência adultosEm esportes com categorias de peso e endurance, valores mais baixos podem ser frequentes. Avalie risco de baixa disponibilidade energética quando aplicável.
Insira as dobras em mm.
A calculadora de Petroski (4 dobras) estima a densidade corporal (\(BD\), g/cm\(^3\)) por equações específicas para homens e mulheres, usando a soma de quatro dobras cutâneas (mm). Em seguida, o \(BD\) é convertido em percentual de gordura corporal (\(\%\)GC) pelas fórmulas de Siri ou Brozek. Na prática, é uma opção muito usada em avaliação física no Brasil, principalmente em Medicina do Esporte e acompanhamento seriado de composição corporal.
Nesta versão, os locais das dobras mudam conforme o sexo. Para mulheres, peso e estatura entram na equação de \(BD\) e são obrigatórios. Para reduzir erro, utilize a média de 2–3 medidas por dobra e técnica padronizada.
Fora dessas faixas, o cálculo pode até ser executado, mas a validade externa tende a diminuir — especialmente em idosos e adolescentes.
O cálculo ocorre em três etapas: (1) soma das 4 dobras (\(\Sigma 4\)), (2) estimativa da densidade corporal (\(BD\)) por Petroski e (3) conversão de \(BD\) em \(\%\)GC por Siri ou Brozek. Se o peso for informado, também é possível estimar massa gorda e massa magra.
A interpretação correta depende de medir os mesmos pontos anatômicos em todas as avaliações. Erros pequenos em cada dobra podem se amplificar na etapa de \(BD\) e na conversão para \(\%\)GC.
A densidade corporal \(BD\) (g/cm\(^3\)) é estimada por equações diferentes para homens e mulheres.
A equação feminina utiliza peso e estatura além das dobras. Isso aumenta sensibilidade a erros de digitação. Verifique se a estatura foi informada em cm (ex.: 175) e não em metros (1,75).
Após obter \(BD\), a conversão para \(\%\)GC pode ser feita pela equação de Siri (mais usada) ou de Brozek:
Siri e Brozek são modelos bicompartimentais e assumem densidade constante da massa livre de gordura. Em atletas muito musculosos, idosos e variações de hidratação, pode haver viés na estimativa de \(\%\)GC.
Se o peso corporal for informado, a calculadora estima massa gorda e massa magra:
Essas métricas ajudam no acompanhamento longitudinal (ex.: perda de gordura preservando massa magra), mas dependem da consistência das medidas das dobras e das condições do avaliado.
O \(\%\)GC deve ser interpretado considerando sexo, idade, modalidade esportiva e objetivo (saúde, desempenho, estética). Na prática, a principal utilidade costuma ser o monitoramento seriado com a mesma técnica, e não a comparação com um “número ideal” isolado.
Em esportes com categorias de peso e endurance, valores mais baixos podem ser frequentes. Avalie risco de baixa disponibilidade energética quando aplicável.
Em mulheres, idade e estado hormonal influenciam o acompanhamento. Interprete em conjunto com sinais clínicos e objetivo do acompanhamento.
Se o \(BD\) ou o \(\%\)GC ficarem fora do plausível, revise: unidade em mm, estatura em cm, idade, peso e pontos anatômicos. Diferenças pequenas nas dobras podem alterar o resultado.
“Massa magra” não é sinônimo de “massa muscular”. Variações de hidratação e glicogênio podem mudar a massa magra ao longo do tempo.
Para seguimento, padronize: adipômetro, avaliador, pontos anatômicos, horário e condições (hidratação/exercício prévio). Quando necessário, complemente com métodos de referência (ex.: DXA).