TMB (kcal/dia)
RepousoA TMB representa o gasto energético mínimo para manter funções vitais em repouso. É útil como referência metabólica e como componente do GET, mas não reflete o gasto total em indivíduos ativos.
Calcula a TMB (kcal/dia) pela equação de Schofield (peso + sexo + idade) e estima o GET (kcal/dia) aplicando um fator de atividade: GET = TMB × fator.
A calculadora de Schofield estima a taxa metabólica basal (TMB) em kcal/dia a partir do peso corporal, com coeficientes por sexo e faixa etária. A partir da TMB, é possível estimar o gasto energético total (GET) aplicando um fator de atividade, conforme a relação GET = TMB × fator.
Na prática clínica e em Medicina do Esporte, o GET é a referência mais útil para orientar prescrição calórica, pois agrega o gasto em repouso e um componente de atividade. Ainda assim, o fator é uma aproximação e pode exigir ajuste longitudinal.
O processo ocorre em duas etapas: (1) estimar a TMB por Schofield e (2) multiplicar a TMB por um fator de atividade para obter o GET. A equação de Schofield usa a forma linear \(\text{TMB}=a\times \text{peso}+b\), com coeficientes \(a\) e \(b\) selecionados conforme sexo e idade.
Sua calculadora considera faixas etárias típicas (ex.: <3, 3–10, 10–18, 18–30, 30–60, >60 anos) e seleciona automaticamente a equação adequada.
Após calcular a TMB, o GET é estimado com um fator de atividade (\(FA\)):
O \(FA\) representa uma aproximação do nível de atividade diária. Em atletas, o GET pode variar significativamente conforme fase de treino, volume semanal, deslocamentos, NEAT e recuperação.
A TMB representa o gasto energético mínimo para manter funções vitais em repouso. É útil como referência metabólica e como componente do GET, mas não reflete o gasto total em indivíduos ativos.
O GET é a estimativa do gasto energético diário após aplicar o fator de atividade. É o valor mais útil para orientar ingestão calórica em manutenção, perda ou ganho de peso, e para monitorar respostas ao plano.
A acurácia do GET depende do fator de atividade escolhido e da adequação da equação ao indivíduo. A Schofield não incorpora diretamente massa magra nem condições clínicas específicas; assim, pode haver diferença relevante em obesidade, sarcopenia, atletas de força e em fases de grande adaptação metabólica. Para decisões críticas, considere avaliação longitudinal e, quando disponível, calorimetria indireta.