Homens
Referência adultosEm atletas, a faixa “adequada” varia com o esporte e a fase de treinamento. Percentuais muito baixos podem exigir avaliação clínica/nutricional.
Insira as dobras em mm. Homens (coxa, subescapular) | Mulheres (crista ilíaca, tríceps).
A Calculadora de Sloan é uma ferramenta para estimar a densidade corporal (\(BD\)) e o percentual de gordura corporal (\(\%\)GC) a partir de duas dobras cutâneas (mm), com equações específicas por sexo. Após estimar \(BD\), a conversão para \(\%\)GC pode ser feita pela equação de Siri (mais usada em protocolos clássicos) ou pela equação de Brozek. Na prática, é útil em Medicina do Esporte, Nutrição e avaliação física para monitorar composição corporal de forma seriada, desde que a técnica antropométrica seja padronizada.
Como o método usa apenas 2 dobras, ele é rápido — porém mais sensível a erro de medida. Recomenda-se obter a média de 2–3 medições por local, com adipômetro calibrado e pontos anatômicos consistentes.
O cálculo ocorre em duas etapas: (1) estimativa da densidade corporal por Sloan e (2) conversão de \(BD\) para \(\%\)GC (Siri ou Brozek).
As dobras são informadas em mm. Trocar os locais invalida a aplicação direta das equações.
A densidade corporal \(BD\) (g/cm\(^3\)) é estimada por equações específicas por sexo:
Por ser um modelo com 2 pontos, pequenas variações na técnica (pinçamento, tempo de leitura do compasso, local anatômico) podem alterar o resultado final de forma relevante.
Após obter \(BD\), a conversão para percentual de gordura corporal pode ser realizada por:
Siri e Brozek são modelos bicompartimentais (massa gorda + massa livre de gordura) e assumem constantes de densidade dos compartimentos. Em atletas muito musculosos, idosos, estados de hidratação alterados e diferentes grupos étnicos, pode haver viés na conversão BD \(\rightarrow\) \(\%\)GC.
O \(\%\)GC deve ser interpretado considerando sexo, idade, modalidade esportiva e objetivo (saúde, desempenho, estética). Para acompanhamento longitudinal, valorize a tendência ao longo do tempo com técnica padronizada, em vez de um único valor isolado.
Em atletas, a faixa “adequada” varia com o esporte e a fase de treinamento. Percentuais muito baixos podem exigir avaliação clínica/nutricional.
Mudanças hormonais e idade influenciam o \(\%\)GC. Sempre interprete junto de sinais clínicos, composição e objetivo do acompanhamento.
Se o resultado estiver fora do esperado, revise: (1) unidade em mm, (2) localização anatômica, (3) pinçamento e tempo de leitura, (4) consistência do avaliador. Para seguimento, repita em condições semelhantes.
Sempre que indicado, complemente com medidas clínicas (ex.: circunferência da cintura), desempenho físico e marcadores metabólicos. Para maior acurácia individual, métodos de referência (ex.: DXA) podem ser preferíveis.