Cenários comuns
AplicaçãoEm nefrologia, a classificação de DRC geralmente utiliza valores indexados; já em farmacoterapia, o “não indexado” pode ser solicitado.
Converte uma TFG indexada (mL/min/1,73 m²) para não indexada (mL/min) usando a SC/BSA do paciente — e também faz o caminho inverso.
A maioria dos laudos de função renal reporta a TFG estimada (eGFR) em mL/min/1,73 m² (valor indexado a uma superfície corporal de referência). Em algumas situações — especialmente em ajuste de dose, extremos de tamanho corporal e decisões que exigem mL/min absolutos — é útil converter para a TFG não indexada (mL/min), ajustando pela superfície corporal (BSA) do paciente.
Esta calculadora estima a BSA por Mosteller ou DuBois & DuBois, converte indexada não indexada e também faz a conversão inversa quando você informa a TFG absoluta.
O processo tem dois blocos: (1) cálculo da BSA a partir de peso e altura; (2) conversões entre mL/min/1,73 m² e mL/min usando a razão \(\frac{\text{BSA}}{1{,}73}\).
A BSA (m²) é estimada a partir de peso (kg) e altura (cm). Dois métodos comuns:
Em adultos, Mosteller é muito usado por simplicidade. Diferenças entre fórmulas tendem a ser pequenas, mas podem importar em extremos.
A eGFR “indexada” é reportada por 1,73 m². Para obter a TFG absoluta (mL/min), multiplicamos pelo fator \(\frac{\text{BSA}}{1{,}73}\).
Interpretação: se a BSA for maior que 1,73 m², a TFG absoluta tende a ser maior que a indexada (e vice-versa).
Se você tem uma TFG absoluta (mL/min) e precisa compará-la a faixas padronizadas/laboratoriais, pode reindexar para 1,73 m².
Esta conversão é matemática e não altera a fisiologia; ela muda apenas a forma de expressar o mesmo fluxo de filtração.
A TFG não indexada (mL/min) é frequentemente mais útil quando a decisão clínica depende de um “fluxo absoluto”, como em alguns esquemas de dose (especialmente quando protocolos especificam mL/min) e em pacientes com BSA muito diferente de 1,73 m².
Em nefrologia, a classificação de DRC geralmente utiliza valores indexados; já em farmacoterapia, o “não indexado” pode ser solicitado.
Para ajuste de dose, siga a recomendação específica do fármaco (bula/protocolo) e considere qual métrica foi usada nos estudos.
Quando houver dúvida, use a métrica exigida pelo protocolo e mantenha consistência na comparação ao longo do seguimento.