Faixas KDIGO (G)
Somente TFGA categoria G isolada não substitui a classificação completa KDIGO (G+A) e não define etiologia.
Estima a taxa de filtração glomerular (TFG/eGFR) pela equação MDRD (4 variáveis). Informe creatinina, idade e sexo. (Ajuste por raça pode ser incluído em versões antigas; aqui fica opcional.)
A calculadora MDRD (4 variáveis) estima a taxa de filtração glomerular (TFG/eGFR) em mL/min/1,73 m² usando creatinina sérica, idade e sexo (e, em versões históricas, um fator de “raça”). É um método clássico para avaliação de função renal e suporte ao estadiamento de doença renal crônica quando a TFG é interpretada em conjunto com albuminúria e contexto clínico.
Em geral, a MDRD tende a ser menos precisa em TFG mais altas. Quando disponível, a equação CKD-EPI costuma ser preferida para estimativas em ampla faixa de TFG.
O cálculo envolve: (1) padronização da unidade da creatinina, (2) aplicação da equação MDRD (IDMS) e (3) interpretação do resultado em faixas KDIGO (G), lembrando que a classificação completa inclui albuminúria (A).
Se a creatinina for informada em µmol/L, converte-se para mg/dL antes de aplicar a equação.
A equação MDRD 4v (IDMS) estima eGFR em mL/min/1,73 m² a partir de creatinina sérica e idade, com fator multiplicativo para sexo. Algumas versões antigas incluem fator adicional para “negro”.
Unidades: SCr em mg/dL; idade em anos. O resultado é indexado para 1,73 m².
A faixa G1–G5 é definida apenas pela TFG. A estratificação completa de risco em DRC depende da combinação G (TFG) + A (albuminúria).
Observação: G1–G2 não definem DRC isoladamente sem evidência de lesão renal (ex.: albuminúria persistente, alterações estruturais).
Use a eGFR para acompanhamento e estratificação de função renal, valorizando tendência ao longo do tempo, variabilidade do método laboratorial e contexto (estado volêmico, inflamação, massa muscular e dieta). A decisão clínica deve integrar albuminúria, comorbidades e risco cardiovascular.
A categoria G isolada não substitui a classificação completa KDIGO (G+A) e não define etiologia.
Para decisões clínicas, considere CKD-EPI quando disponível e sempre associe albuminúria e avaliação etiológica.
Se houver discordância clínica (ex.: creatinina influenciada por massa muscular), considere avaliação complementar e repetição seriada.
Em caso de dúvida clínica, complemente com albuminúria, exame de urina, imagem, avaliação longitudinal e, quando indicado, métodos confirmatórios.