Mifflin–St Jeor — Taxa Metabólica Basal (TMB)
TMB + Gasto Diário (opcional)Calcula a TMB (kcal/dia) pela equação de Mifflin–St Jeor e estima o gasto diário (TDEE) ao aplicar um fator de atividade.
Dados
Homens: (10·peso) + (6,25·altura) − (5·idade) + 5
Mulheres: (10·peso) + (6,25·altura) − (5·idade) − 161
Resultados
O que é a Calculadora Mifflin–St Jeor (TMB)?
A calculadora de Mifflin–St Jeor estima a taxa metabólica basal (TMB) em kcal/dia a partir de peso (kg), altura (cm), idade e sexo. Em comparação com equações mais antigas, a fórmula de Mifflin–St Jeor é frequentemente utilizada na prática clínica por apresentar bom desempenho em adultos, incluindo indivíduos com sobrepeso/obesidade, em cenários de nutrição clínica e Medicina do Esporte. Ao aplicar um fator de atividade, a calculadora também estima o gasto energético diário total (TDEE).
A TMB representa o gasto mínimo em repouso. O TDEE inclui o gasto diário aproximado com movimento e treino, sendo útil para planejamento nutricional (manutenção, déficit ou superávit), sempre com ajustes pela resposta individual.
Como a fórmula funciona?
O cálculo é realizado em duas etapas: (1) estimar a TMB pela equação de Mifflin–St Jeor e (2) multiplicar por um fator de atividade para obter o TDEE.
1) Taxa metabólica basal (TMB) — equação de Mifflin–St Jeor
As equações utilizam peso (kg), altura (cm) e idade (anos). O termo final difere por sexo.
Masculino
Feminino
A altura deve ser informada em centímetros (ex.: 175). Se você inserir em metros (1,75), a TMB ficará subestimada.
2) Gasto energético diário total (TDEE)
O TDEE é calculado pela multiplicação da TMB pelo fator de atividade:
Fatores de atividade (valores usuais)
- 1,2: sedentário
- 1,375: leve
- 1,55: moderado
- 1,725: alto
- 1,9: muito alto
Esses fatores são aproximações. Em atletas ou em dias com grande variação de treino, o gasto real pode oscilar bastante. Na prática, o ajuste fino costuma ser feito pelo acompanhamento de tendência (peso, composição corporal, performance e sinais clínicos).
Interpretação dos resultados
Como usar TMB e TDEE no planejamento
Um uso clínico comum é empregar o TDEE como referência para manutenção de peso e ajustar a ingestão energética para objetivos específicos (déficit para perda de gordura ou superávit para ganho de massa). Entretanto, como todo modelo preditivo, o resultado deve ser interpretado como um ponto de partida.
Uso prático
Aplicação geralEm muitos casos, ajustes pequenos e consistentes, acompanhados por 2–4 semanas, são mais eficazes do que mudanças grandes baseadas apenas no número calculado.
Pontos de atenção
Quando esperar mais erroEm situações clínicas específicas, a estimativa pode precisar de métodos mais individualizados ou validação por monitoramento mais próximo.
Dicas rápidas para evitar erros
- Revise as unidades: peso em kg e altura em cm.
- Escolha o fator de atividade com base na rotina média (não no “melhor dia”).
- Se o valor parecer incoerente, reavalie idade, peso, altura e nível de atividade.
Para metas agressivas de perda/ganho de peso, presença de comorbidades ou histórico de transtornos alimentares, recomenda-se acompanhamento profissional.
Limitações importantes
- A equação estima a TMB e não mede diretamente o gasto energético.
- Diferenças de massa magra, idade avançada e alterações hormonais podem influenciar o gasto real.
- O fator de atividade é um modelo simplificado e não captura variações dia a dia.
- Quando disponível e indicado, a calorimetria indireta oferece maior precisão para gasto em repouso.
Em acompanhamento, o valor mais útil costuma ser a resposta individual (tendência de peso, medidas, desempenho e sintomas), usando a calculadora como referência inicial.
Referências científicas
- Mifflin MD, St Jeor ST, Hill LA, Scott BJ, Daugherty SA, Koh YO. A new predictive equation for resting energy expenditure in healthy individuals. Am J Clin Nutr. 1990;51(2):241–247.
- ACSM. ACSM’s Guidelines for Exercise Testing and Prescription. (Uso de estimativas energéticas em contexto clínico e esportivo.)
- Heyward VH, Wagner DR. Applied Body Composition Assessment. 2nd ed. Human Kinetics; 2004.