Calculadora de Testosterona Livre (Equação de Vermeulen)

Calculadora de Testosterona Livre (Vermeulen) | Conversão de Total em Livre

Calculadora de Testosterona Livre

Conversão de testosterona total em livre (equação de Vermeulen), com % livre e biodisponível.

Entradas clínicas

Usado apenas para exibir faixas de referência típicas.
Informe a testosterona total em ng/dL ou nmol/L.
Globulina ligadora de hormônios sexuais (SHBG) em nmol/L.
Se desconhecida, use 43 g/L (valor médio em adultos).
Testosterona livre
Informe os dados e clique em Calcular.
Percentual livre
Fração livre esperada ≈ 1–3% do total.
Biodisponível (livre + ligada à albumina)
Estimado pela afinidade com albumina (ligação fraca e reversível).
Conversões rápidas
Livre em diferentes unidades: nmol/L, pg/mL, ng/dL, pmol/L.
🧠 Fórmula, suposições e limites
• Método: equação de Vermeulen (lei de ação das massas), usando constantes de associação padrão.
• Constantes: ligação à albumina (Ka≈3,6×104 L/mol) e à SHBG (Ks≈1,0×109 L/mol). Na prática clínica, a equação pode ser expressa via N = 1 + 0,5217×Albumina(g/L).
• Entradas em nmol/L; a calculadora converte automaticamente se você informar a testosterona total em ng/dL.
• Referências variam conforme sexo, idade, método e laboratório; use a interpretação em conjunto com a avaliação clínica.
Aviso: Esta ferramenta destina-se a fins educacionais e não substitui o julgamento clínico profissional.

A calculadora de testosterona livre (equação de Vermeulen) permite estimar a fração livre e a testosterona biodisponível a partir dos valores de testosterona total, SHBG (globulina ligadora de hormônios sexuais) e albumina sérica.
Essa ferramenta é amplamente utilizada em Endocrinologia, Medicina do Esporte e Urologia, auxiliando na avaliação da função androgênica, investigação de hipogonadismo e monitorização da terapia de reposição hormonal.
A testosterona livre representa a fração biologicamente ativa do hormônio — ou seja, a parcela não ligada às proteínas plasmáticas e capaz de interagir com receptores celulares.

Como a fórmula de Vermeulen funciona

A equação de Vermeulen et al. (1999) baseia-se na lei da ação das massas, considerando o equilíbrio entre testosterona, albumina e SHBG.
A fórmula estima a testosterona livre (FT) em nmol/L, utilizando constantes de associação padrão:

Fórmula mostrando FT em função de SHBG, N e TT, com raiz e fração, usada para estimar testosterona livre.

onde:

  • TT = testosterona total (nmol/L)

  • SHBG = globulina ligadora de hormônios sexuais (nmol/L)

  • N = 1 + 0,5217 × albumina (g/L)

  • As constantes de ligação usadas são:

    • Kₐ (albumina) ≈ 3,6 × 10⁴ L/mol

    • Kₛ (SHBG) ≈ 1,0 × 10⁹ L/mol

A testosterona biodisponível é calculada como a soma da fração livre e da testosterona fracamente ligada à albumina, segundo a relação:

Biodisponıˊvel=FT×(1+0,5217×[Albumina])\text{Biodisponível} = FT \times (1 + 0,5217 \times [Albumina])

A equação assume equilíbrio químico constante e pode apresentar pequenas variações conforme o método laboratorial e a temperatura de análise.

Interpretação dos resultados

  • Fração livre normal: cerca de 1 a 3% da testosterona total.

  • Valores baixos (<1%): podem indicar hipogonadismo, excesso de SHBG (ex.: hipertireoidismo, hepatopatias) ou deficiência androgênica funcional.

  • Valores altos (>3%): podem ocorrer em casos de redução do SHBG (ex.: obesidade, resistência insulínica, uso de andrógenos).

  • Biodisponível elevada: pode refletir aumento da fração livre, especialmente em indivíduos com baixa SHBG.

A interpretação deve sempre ser feita em conjunto com o quadro clínico, idade, sexo biológico e valores de referência laboratoriais.

Autor:

Foto de Dr. Guilherme Alfonso Vieira Adami

Dr. Guilherme Alfonso Vieira Adami

CRM-SP 254738

Sou médico residente em Medicina do Esporte e do Exercício pela Universidade de São Paulo (USP), com atuação voltada para avaliação cardiovascular do atleta, fisiologia do exercício e medicina baseada em evidência aplicada ao esporte.

Atuo profissionalmente com métodos gráficos de avaliação cardiovascular, realizando teste ergométrico, eletrocardiograma e monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA) em serviços de diagnóstico como Grupo A+ e dr.consulta, além de atendimento em consultório privado.

Também sou médico da Seleção Brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas, acompanhando atletas paralímpicos em treinamentos e competições.

Sou fundador da MedEsporte Papers, uma plataforma educacional dedicada à produção e divulgação de conteúdo científico em medicina do esporte, com foco na tradução da literatura científica para a prática clínica.

Meu trabalho é voltado para análise crítica da literatura científica, educação médica e aplicação prática da ciência do exercício na medicina.