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Guideline

Parecer de Posição da NFHS: Drogas e Substâncias para Aparência e Desempenho

Sobre este resumo

Este texto é um resumo do Position Statement on Appearance and Performance Enhancing Drugs and Substances, publicado pela National Federation of State High School Associations (NFHS) em outubro de 2024, no periódico LACUNA.

Introdução

O documento é um posicionamento (position statement) da National Federation of State High School Associations (NFHS), elaborado por seu Comitê Consultivo de Medicina Esportiva (Sports Medicine Advisory Committee, SMAC), sobre drogas e substâncias de melhora de aparência e performance (appearance and performance enhancing drugs and substances, APEDS). APEDS são produtos de origem natural ou sintética usados com a intenção de melhorar a aparência ou o desempenho atlético; esse uso é frequentemente chamado de "doping". A Agência Mundial Antidoping (WADA) foi criada em 1999 com a missão de construir um ambiente esportivo livre de doping, e publica o Código Mundial Antidoping, seguido pela maioria das organizações esportivas, incluindo o Comitê Olímpico Internacional; nos Estados Unidos, a organização nacional é a USADA. Todas as APEDS têm potencial de complicações e efeitos colaterais perigosos quando usadas de forma inadequada.

Métodos

Trata-se de um position statement educativo, sem descrição de metodologia de revisão sistemática nem graduação formal de força de recomendação ou nível de evidência. O documento organiza as APEDS em duas grandes categorias e discute cada substância em texto corrido, encerrando com pontos educacionais de prevenção dirigidos a escolas, treinadores e famílias. O posicionamento lista datas de versão — outubro de 2024, maio de 2020 e abril de 2017 — indicando atualizações sucessivas do documento.

Resultados

O que são APEDS e como se classificam

O espectro de APEDS é amplo, indo da cafeína, presente em inúmeras bebidas, aos esteroides anabolizantes ilegais e perigosos. A primeira categoria reúne substâncias legais, não banidas em competição, que podem ter algum efeito positivo sobre a performance: cafeína (com limite superior definido pela NCAA; a WADA monitora os níveis, mas não há banimento), creatina e proteínas em pó/aminoácidos. A segunda categoria reúne substâncias legais apenas sob prescrição médica, cuja posse sem receita é ilegal, com efeito positivo potencial sobre a performance e banidas em competição pela NCAA, USADA e WADA: esteroides anabolizantes androgênicos (AAS), pró-hormônios de AAS, anabolizantes não esteroides (hormônio de crescimento humano — hGH, IGH e insulina) e estimulantes (exemplos: metilfenidato e anfetaminas).

Um ponto central do documento é a falta de regulação: com exceção dos medicamentos prescritos, nenhum dos demais produtos não regulados é testado rotineiramente pela FDA. Estudos citados mostram que 8–20% dos suplementos proteicos testados continham quantidades significativas de metais pesados, como chumbo e mercúrio; 25% estavam contaminados por esteroides anabolizantes androgênicos e 11% por estimulantes. O documento observa que essa "contaminação" pode não ser acidental, pois o fabricante se beneficia de um produto eficaz, apesar dos riscos à segurança do consumidor.

Substâncias legais e não banidas

A cafeína demonstrou melhorar a performance em provas de endurance; seu uso é restrito, mas não banido, pela NCAA. Seus efeitos colaterais incluem cefaleia, aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca, alguns potencialmente perigosos; em 2011, quase 1.500 crianças de 12 a 17 anos procuraram o pronto-socorro por toxicidade de cafeína. A FDA regula a quantidade de cafeína permitida em alimentos e refrigerantes, mas não em bebidas energéticas e suplementos, o que explica por que a ingestão de múltiplos energéticos pode levar a níveis perigosos de cafeína.

A creatina é uma substância natural armazenada predominantemente nas fibras musculares, que serve como fonte de energia para a contração muscular; aumenta força, força de pico e potência de pico em séries múltiplas de contrações de esforço máximo, sendo provavelmente mais eficaz para o treinamento de força fora de temporada do que para um esporte ou prova específica. Seu uso é relativamente seguro, mas associa-se a riscos de desidratação, cãibras musculares e coágulos sanguíneos.

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