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Ferramenta de Avaliação de Concussão Esportiva, 6ª Edição

Sobre este resumo

Este texto é um resumo da Sport Concussion Assessment Tool, 6th edition (SCAT6), publicada pelo Concussion in Sport Group (CISG) em 14 de junho de 2023, no periódico Br J Sports Med.

Introdução

A Sport Concussion Assessment Tool, 6ª edição (Sport Concussion Assessment Tool 6, SCAT6), é uma ferramenta padronizada para avaliação de concussão, destinada a adolescentes a partir de 13 anos e adultos, e desenvolvida para uso por profissionais de saúde (Health Care Professionals, HCPs). Para crianças de 12 anos ou menos, deve-se usar a Child SCAT6; quem não é profissional de saúde deve usar a Concussion Recognition Tool 6 (CRT6).

O SCAT6 não pode ser aplicado corretamente em menos de 10 a 15 minutos. Com exceção da escala de sintomas, o instrumento foi pensado para a fase aguda, idealmente dentro de 72 horas (3 dias) e até 7 dias após a lesão; passados mais de 7 dias, recomenda-se considerar o SCOAT6/Child SCOAT6.

O teste de base pré-temporada com o SCAT6 pode ser útil para interpretar os escores pós-lesão, mas não é obrigatório para esse fim. O único equipamento exigido do examinador é fita atlética e um relógio ou cronômetro, e o instrumento inclui um guia de preenchimento em que a cor laranja marca a parte opcional da avaliação. As instruções detalhadas de uso do SCAT6 são fornecidas em um suplemento e devem ser lidas cuidadosamente antes de testar o atleta; os comandos verbais resumidos de cada teste aparecem no formulário em itálico azul.

Métodos

O SCAT6 foi desenvolvido pelo Concussion in Sport Group (CISG) e publicado no Br J Sports Med em junho de 2023, volume 57, número 11, páginas 622 a 630, com DOI 10.1136/bjsports-2023-107036.

O formulário abre com a identificação do atleta e dados administrativos (nome, número de identificação, datas de nascimento, do exame e da lesão, horário da lesão, sexo, mão dominante, esporte/equipe/escola, ano escolar e anos de educação, primeira língua e língua preferida e examinador), seguidos do histórico de concussões: quantas concussões diagnosticadas o atleta já teve, quando ocorreu a mais recente, os sintomas primários e a duração da recuperação da mais recente, em dias, entendida como tempo até ser liberado para jogar.

A aplicação começa pela avaliação imediata/rastreio neurológico (Immediate Assessment/Neuro Screen), que não é exigida na avaliação de base. Os elementos desse rastreio devem ser usados em todos os atletas com suspeita de concussão antes de se prosseguir para a avaliação cognitiva, idealmente completados ainda "em campo", depois de atendidas as prioridades de primeiros socorros e emergência. Se qualquer sinal observável de concussão for notado após impacto direto ou indireto na cabeça, o atleta deve ser imediata e seguramente retirado da participação e avaliado por um HCP.

A avaliação imediata é organizada em cinco etapas: (1) sinais observáveis, testemunhados ou em vídeo; (2) Escala de Coma de Glasgow; (3) avaliação da coluna cervical; (4) rastreio de coordenação e oculomotor; e (5) avaliação de memória pelas perguntas de Maddocks. A escala de Glasgow é descrita como medida-padrão para todos os pacientes e pode ser repetida ao longo do tempo para monitorar deterioração da consciência; as perguntas de Maddocks e o exame da coluna cervical são também passos críticos da avaliação imediata.

A avaliação fora de campo (Off-Field Assessment) deve ser feita em ambiente sem distrações, com o atleta em repouso, após a conclusão do rastreio imediato, e inclui: antecedentes do atleta; avaliação de sintomas; rastreio cognitivo baseado no Standardized Assessment of Concussion (SAC); exame de coordenação e equilíbrio; evocação tardia; e decisão final.

Resultados

Avaliação imediata: sinais observáveis (Etapa 1). Os sinais observáveis a registrar, testemunhados ou vistos em vídeo, são: atleta imóvel na superfície de jogo; queda sem proteção à superfície; dificuldades de equilíbrio/marcha, incoordenação motora ou ataxia (tropeços, movimentos lentos/difíceis); desorientação ou confusão, olhar fixo ou responsividade limitada, ou incapacidade de responder adequadamente a perguntas; olhar vazio; lesão facial após trauma craniano; convulsão de impacto; e mecanismo de lesão de alto risco (dependente do esporte).

Bandeiras vermelhas (Box 1). Dor ou sensibilidade cervical; convulsão; visão dupla; perda de consciência; fraqueza ou formigamento/queimação em mais de um braço ou nas pernas; deterioração do estado de consciência; vômitos; cefaleia intensa ou progressiva; inquietação, agitação ou combatividade crescentes; GCS menor que 15; e deformidade visível do crânio. Qualquer uma dessas bandeiras indica necessidade de atenção médica urgente.

Escala de Coma de Glasgow (Etapa 2). Pontua-se a melhor resposta ocular (sem abertura ocular = 1; abertura à dor = 2; abertura à fala = 3; abertura espontânea = 4), a melhor resposta verbal (sem resposta verbal = 1; sons incompreensíveis = 2; palavras inapropriadas = 3; confuso = 4; orientado = 5) e a melhor resposta motora (sem resposta motora = 1; extensão à dor = 2; flexão anormal à dor = 3; flexão/retirada à dor = 4; localiza a dor = 5; obedece a comandos = 6), somando-se o escore total (E + V + M). Tipicamente a escala é aplicada uma vez, com colunas adicionais para monitoramento ao longo do tempo, se necessário.

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