Medicina esportiva, com método.
Sobre nósEntrar

Guideline

Diretriz Brasileira sobre Hipogonadismo Masculino: Diagnóstico e Manejo Clínico da Deficiência de Testosterona

Sobre este resumo

Este texto é um resumo do Care of Patients with Male Hypogonadism: A Joint Position Statement from the Brazilian Society of Endocrinology and Metabolism (SBEM), the Brazilian Society of Urology (SBU), and the Brazilian Association for Sexual Medicine and Health (ABEMSS), posicionamento conjunto da SBEM, da SBU e da ABEMSS publicado em 2026 no periódico International Braz J Urol.

Introdução

O hipogonadismo masculino é uma condição endócrina comum, com profundo impacto na saúde metabólica, reprodutiva e psicossocial. A sua prevalência tem aumentado expressivamente no Brasil, impulsionada pelo envelhecimento populacional, taxas crescentes de obesidade e o uso de esteroides anabolizantes. Visando mitigar a heterogeneidade da prática clínica e fornecer diretrizes adaptadas à realidade nacional, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e a Associação Brasileira de Medicina e Saúde Sexual (ABEMSS) publicaram este posicionamento conjunto, focando no diagnóstico, terapia de reposição de testosterona (TRT) e na preservação da fertilidade.

Métodos

O documento foi estruturado a partir da revisão de diretrizes urológicas e endócrinas reconhecidas internacionalmente. Nas áreas com carência de evidências de alta qualidade, foi utilizado o consenso multidisciplinar de especialistas (endocrinologistas, urologistas e especialistas em medicina sexual) para adequar as condutas à disponibilidade regulatória e ao contexto clínico do Brasil.

Resultados

  • Limiares Diagnósticos: O diagnóstico de hipogonadismo é confirmado pela presença de sintomas clínicos e pela dosagem de testosterona total (TT) em amostra de sangue matinal em jejum. Valores de TT menores que 264 ng/dL confirmam o quadro.
  • Casos Limítrofes: Para homens com TT entre 264 e 350 ng/dL, ou na presença de condições que alterem a SHBG (como obesidade ou diabetes), indica-se o cálculo da testosterona livre (cFT) utilizando a equação de Vermeulen, com ponto de corte diagnóstico inferior a 6,5 ng/dL.
  • Preparações Recomendadas no Brasil: O undecanoato de testosterona (ação prolongada intramuscular) e a testosterona em gel (transdérmica) são preferenciais devido à menor oscilação dos níveis séricos (ausência de picos e vales acentuados).
  • Terapias Não Recomendadas: Implantes subcutâneos manipulados (pellets) e apresentações orais são contraindicados pela falta de estudos robustos de segurança, variabilidade farmacocinética e risco elevado de policitemia secundária.
  • Contraindicações da TRT: A terapia não deve ser iniciada em casos de câncer de mama masculino, suspeita ou confirmação de câncer de próstata ativo, e na presença de desejo reprodutivo de curto prazo. O hematócrito basal acima de 48% é considerado uma contraindicação relativa de extrema relevância.

Você leu o início desta guideline. Entre na sua conta ou crie uma conta gratuita para ler o texto completo.