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Guideline

Posições Oficiais da ISCD 2019: Pediátricas

Sobre este resumo

Posições oficiais pediátricas da ISCD (2019) sobre avaliação da saúde esquelética em crianças e adolescentes: definição de osteoporose, indicação, interpretação e relatório do DXA, sítios alternativos de medida, VFA, QCT/pQCT/HR-pQCT, densitometria em lactentes e padronização de nomenclatura e casas decimais.

Introdução

O documento reúne as Posições Oficiais Pediátricas da International Society for Clinical Densitometry (ISCD) atualizadas em 2019, cobrindo a avaliação da saúde esquelética em crianças da infância à adolescência; as posições novas ou revisadas desde 2013 aparecem em negrito no original. O documento substitui todas as publicações anteriores de "Posições Oficiais" e foi aprovado e aceito pelo Conselho da ISCD em 28 de maio de 2019.

Métodos

Trata-se de um documento de posições oficiais (official positions) da ISCD, organizado em tópicos temáticos (predição de fratura e definição de osteoporose, avaliação e interpretação da DXA, terminologia, avaliação de fratura vertebral (VFA), tomografia quantitativa, densitometria em lactentes e crianças pequenas, nomenclatura e casas decimais), com as afirmações apresentadas como posições em lista de tópicos. O documento não gradua as posições por classe ou nível de evidência; cada item é enunciado como posição oficial, sem força de recomendação nem certeza atribuídas.

Resultados

Predição de fratura e definição de osteoporose

A avaliação da saúde óssea deve identificar crianças e adolescentes que possam se beneficiar de intervenções para reduzir o risco elevado de fratura clinicamente significativa. O achado de uma ou mais fraturas vertebrais por compressão (crush) é indicativo de osteoporose, na ausência de doença local ou trauma de alta energia; nesses pacientes, a medida da DMO acrescenta informação à avaliação global da saúde óssea. O diagnóstico de osteoporose em crianças e adolescentes não deve ser feito com base apenas em critérios densitométricos. Na ausência de fraturas vertebrais por compressão, o diagnóstico de osteoporose é indicado pela presença conjunta de história de fratura clinicamente significativa e Z-score de DMO ≤ -2,0. História de fratura clinicamente significativa é uma ou mais das seguintes: (1) duas ou mais fraturas de ossos longos até os 10 anos de idade; (2) três ou mais fraturas de ossos longos em qualquer idade até os 19 anos. Um Z-score de CMO/DMO > -2,0 não exclui a possibilidade de fragilidade esquelética e risco aumentado de fratura.

Avaliação por DXA em doenças que afetam o esqueleto

A medida por DXA faz parte da avaliação da saúde esquelética em pacientes com risco aumentado de fratura. Em pacientes com doença óssea primária ou em risco de doença óssea secundária, o DXA deve ser realizado quando o paciente puder se beneficiar de intervenções para diminuir o risco elevado de fratura clinicamente significativa e quando os resultados do DXA influenciarem o manejo. O DXA não deve ser realizado se não for possível garantir posicionamento seguro e adequado da criança.

Interpretação e relatório do DXA

O DXA é o método preferido para avaliar conteúdo mineral ósseo (CMO) e densidade mineral óssea areal. A coluna lombar póstero-anterior (PA) e o corpo total menos a cabeça (total body less head, TBLH) são os sítios esqueléticos preferidos para medir CMO e DMO areal na maioria dos indivíduos pediátricos; outros sítios podem ser úteis conforme a necessidade clínica. Medidas de tecidos moles em conjunto com exames de corpo inteiro podem ajudar na avaliação de pacientes com condições crônicas associadas a desnutrição ou a déficits musculares e esqueléticos.

Sítios alternativos de medida

Medidas de DXA do fêmur proximal podem ser usadas, se houver dados de referência disponíveis, em crianças com redução do suporte de peso e da carga mecânica dos membros inferiores, ou em crianças em risco de fragilidade óssea que se beneficiariam da continuidade das medidas de DXA na transição para a vida adulta. Medidas de DXA no rádio a 33% (também chamado rádio 1/3) podem ser usadas clinicamente em crianças deambulantes que não podem ser examinadas em outros sítios esqueléticos, desde que existam dados de referência adequados. Medidas de DXA do fêmur distal lateral (lateral distal femur, LDF), se houver dados de referência, correlacionam-se bem com o risco aumentado de fratura por fragilidade em membros inferiores em crianças não deambulantes. O DXA de LDF pode avaliar a DMO em crianças quando artefatos não removíveis (material ortopédico, tubos), dificuldades de posicionamento, morfometria esquelética anormal ou escoliose grave com torção interferem na aquisição em outros sítios anatômicos, e pode monitorar os efeitos de mudanças no suporte de peso em crianças não deambulantes.

Precisão, intervalo entre exames e ajuste pelo crescimento

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