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Melhores Práticas de Saúde Mental da NCAA

Sobre este resumo

Este texto é um resumo do Mental Health Best Practices: Understanding and Supporting Student-Athlete Mental Health, segunda edição, documento de consenso interassociações publicado pela National Collegiate Athletic Association (NCAA) em 2024. O documento não indica periódico de publicação (LACUNA).

Introdução

O Mental Health Best Practices: Understanding and Supporting Student-Athlete Mental Health, segunda edição, é um documento de consenso interassociações desenvolvido em colaboração com o NCAA Mental Health Advisory Group (MHAG) e o Committee for Competitive Safeguards and Medical Aspects of Sports (CSMAS). Suas recomendações refletem o consenso central do MHAG e são reconhecidas na legislação da Associação, que exige que as escolas disponibilizem serviços e recursos de saúde mental aos estudantes-atletas de forma consistente com o documento.

A Constituição da NCAA determina que os programas de atletismo intercolegial sejam conduzidos de modo a proteger, apoiar e promover a saúde mental e física dos estudantes-atletas. O documento oferece recomendações para toda a Associação com o objetivo de apoiar e promover a saúde mental e o bem-estar do estudante-atleta, incluindo como as escolas-membro podem se preparar para emergências de saúde mental e responder a elas. Importante: o documento não se destina a orientar o cuidado clínico ou médico individual de estudantes-atletas com sintomas ou transtornos de saúde mental — espera-se que profissionais de saúde licenciados forneçam cuidado baseado em evidência e consenso, conforme os padrões de sua profissão.

Na linha do tempo apresentada, uma força-tarefa multidisciplinar de saúde mental foi convocada em 2013; em 2014 a NCAA publicou Mind, Body and Sport: Understanding and Supporting Student-Athlete Mental Wellness; em 2016, junto a 25 organizações endossantes de medicina esportiva, ciência e saúde mental, lançou o documento de consenso interassociações original; o documento foi atualizado em 2017 e 2020; em 2019 foi adotada legislação exigindo que as escolas-membro disponibilizassem serviços e recursos consistentes com as boas práticas; em 2020 o Sport Science Institute e o Office of Inclusion realizaram o Diverse Student-Athlete Mental Health and Well-Being Summit; após o Summit, o CSMAS determinou a necessidade de nova atualização, com consideração adicional a estudantes-atletas de cor, LGBTQ+, com deficiência e internacionais; o MHAG foi criado em 2021 e, em 2023, forneceu ao CSMAS as recomendações consensuais incorporadas nesta segunda edição.

O documento organiza princípios fundamentais baseados em evidência e consenso. Adaptando a definição da Organização Mundial da Saúde, saúde mental é um estado de bem-estar que permite ao estudante-atleta lidar com estressores complexos de seus vários papéis e realizar suas capacidades no esporte, nos estudos, em outros domínios pessoalmente importantes e contribuir para sua comunidade, existindo em um contínuo que vai do bem-estar e prosperidade a sintomas, condições e transtornos que prejudicam o funcionamento atlético, acadêmico e psicossocial. A adultez emergente é período crítico do desenvolvimento e época comum de surgimento de problemas de saúde mental — os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA relatam que mais de um em cada cinco adultos vive com uma condição de saúde mental e que as taxas de adultos emergentes com saúde mental ruim estão aumentando. Mesmo sem transtorno diagnosticável, sintomas subclínicos como ansiedade, depressão, alimentação desordenada, insônia ou uso indevido de substâncias podem prejudicar o bem-estar.

Fatores de risco e proteção ocorrem em múltiplos níveis (individual, equipe, departamento de atletismo, campus e fatores sociais) e dados da pesquisa ACHA-NCHA de 2022 sugerem que a participação no esporte colegial pode ser um possível fator protetor, embora estudantes-atletas continuem relatando problemas de saúde mental. O esporte pode ser um ambiente para destigmatizar a busca por ajuda em saúde mental e conectar estudantes-atletas aos recursos de que precisam. Treinadores têm potencial papel relevante na criação de ambientes de equipe saudáveis e na promoção da busca por ajuda, e a saúde mental de treinadores e funcionários contribui para esses ambientes. Saúde mental e física são indissociáveis: estudantes-atletas com ansiedade ou depressão, uso indevido de substâncias ou comportamentos alimentares desordenados podem estar sob risco elevado de lesão musculoesquelética e de outros sistemas, e atletas lesionados têm risco elevado de sintomas de depressão ou ansiedade, uso indevido de substâncias ou comportamentos alimentares desordenados; insônia e transtornos do sono podem ser indicador e fator de risco de transtornos mentais e comprometer o desempenho acadêmico e atlético.

Discriminação é definida como diferenças injustas de tratamento relacionadas a raça, etnia, nacionalidade, identidade e expressão de gênero, orientação sexual, deficiência ou outras características e identidades pessoais; estudantes-atletas que sofrem discriminação têm risco aumentado de saúde mental ruim, assim como os expostos a violência não acidental (assédio, bullying, abuso, negligência, violência interpessoal, violência sexual, trote (hazing) ou outras formas de maus-tratos) e a adversidades na infância. As redes sociais são fator de risco em evolução: segundo o Surgeon General dos EUA, o uso é quase universal, com 95% dos jovens relatando uso; pesquisas iniciais sugerem que, embora o uso de redes sociais possa ter alguns benefícios potenciais, também representa fatores de risco para jovens e pode perpetuar racismo sistêmico e discriminação. Para estudantes-atletas, esses riscos podem ser amplificados pela interseção com áreas em rápida mudança do esporte colegial, como a compensação por nome, imagem e semelhança (NIL) e as apostas esportivas; mais pesquisa é necessária sobre o tema.

Métodos

Trata-se de um documento de consenso interassociações: as recomendações refletem o consenso central do MHAG e não são graduadas por força ou nível de evidência; todas figuram neste texto como "não graduada". O documento estrutura o suporte em quatro boas práticas: (1) criação de ambientes saudáveis que apoiam a saúde mental e promovem o bem-estar; (2) procedimentos de identificação de estudantes-atletas com sintomas e transtornos de saúde mental, incluindo ferramentas de rastreamento; (3) planos de ação que delineiam vias de encaminhamento a profissionais qualificados; e (4) licenciamento dos profissionais que supervisionam e gerenciam o cuidado de saúde mental. Cada boa prática contém "componentes centrais" (core components), que devem ser considerados para incorporação, e "elementos adicionais a considerar" (additional elements to consider). As abordagens variam entre escolas conforme necessidades dos estudantes-atletas e recursos locais e estaduais. Um checklist acompanha o documento como suplemento de implementação, não um documento independente.

Resultados

Boa prática 1 — Criar ambientes saudáveis que apoiam a saúde mental e promovem o bem-estar

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