Conversão de Unidades Hormonais: TSH, T4 Livre, T3, Estradiol, Testosterona e Prolactina

Conversão de Unidades Hormonais

TSH • T4L • T3 • Estradiol • Testosterona • Prolactina

Converte unidades laboratoriais de hormônios comuns. Selecione o analito, informe um valor e escolha a conversão. (As equivalências são matemáticas e dependem do analito.)

Dados

Dica: se o seu laudo usa “ng/dL” e você precisa de “nmol/L” (ou vice-versa), selecione o analito correspondente e a conversão.

Resultado

Valor convertido
OK
Resumo
Info
Mostra a fórmula aplicada.
Esta ferramenta destina-se a fins educacionais e não substitui o julgamento clínico profissional.

O que é a Calculadora de Conversão de Unidades Hormonais?

A calculadora de conversão de unidades hormonais transforma resultados laboratoriais entre unidades convencionais e SI para analitos comuns em Endocrinologia — como TSH, T4 livre (FT4), T3, estradiol (E2), testosterona e prolactina. O objetivo é facilitar a comparação de laudos de laboratórios diferentes e a leitura de estudos científicos que usam unidades distintas.

Importante: conversões de massa ↔ mol dependem do peso molecular do analito e, em alguns casos (especialmente prolactina), a conversão pode variar conforme padrão de calibração e método/ensaio. Use sempre o laudo como referência quando ele informar o fator específico.


Como a fórmula funciona?

Em termos gerais, a conversão aplica um fator multiplicativo específico para cada analito e par de unidades. Para unidades SI, a ideia central é relacionar concentração em massa com concentração molar usando o peso molecular quando aplicável.

1) Regra geral (conversão por fator)

A calculadora aplica: valor convertido = valor × fator. Quando você escolhe o sentido inverso, ela usa o inverso do fator.

\[ \text{Saída} = \text{Entrada}\times k \quad\text{e}\quad \text{Entrada} = \text{Saída}\times \frac{1}{k} \]

2) Exemplos de fatores usados (os mais comuns em laboratório)

\[ \textbf{FT4: } 1\ \text{ng/dL} = 12{,}87\ \text{pmol/L} \qquad \textbf{E2: } 1\ \text{pg/mL} = 3{,}671\ \text{pmol/L} \]
\[ \textbf{Testosterona: } 1\ \text{ng/dL} = 0{,}0347\ \text{nmol/L} \qquad \textbf{T3 total: } 1\ \text{ng/dL} \approx 0{,}0154\ \text{nmol/L} \]

Para TSH, é comum que mUI/L e µUI/mL sejam equivalentes numericamente (apenas muda o volume de referência: L vs mL). Para prolactina, conversões entre ng/mL e mUI/L dependem do padrão do ensaio; um fator frequente é 1 ng/mL ≈ 21,2 mUI/L (mas pode variar).


Interpretação dos resultados

O que muda (e o que não muda) após converter

A conversão altera apenas a unidade, não o significado clínico do valor. O que muda na prática é a facilidade de comparar com intervalos de referência (que podem ser publicados em unidades diferentes) e com literatura científica.

Boas práticas

leitura do laudo
Use o intervalo do laboratórioreferência do próprio método
Compare “unidade com unidade”evita interpretação errada
Cheque o analito corretoex.: T3 total vs livre

Conversões não corrigem diferenças entre métodos (imunoensaio vs LC-MS/MS), especialmente em faixas baixas.

Atenção: Prolactina

varia por ensaio
Fator pode variarpadrão/calibração do kit
Macroprolactinapode alterar interpretação
Prefira o laudoquando informar fator

Se o laboratório usar fator diferente, priorize o valor informado no próprio relatório.

Alertas importantes

  • Método importa: intervalos e decisões clínicas podem variar entre ensaios e plataformas.
  • Unidade SI vs convencional: estudos podem reportar em pmol/L ou nmol/L; laudos brasileiros variam.
  • Prolactina: conversão ng/mL ↔ mUI/L pode mudar conforme padrão (IS) e kit.

Interprete resultados sempre com o intervalo de referência do laboratório, quadro clínico e, quando aplicável, repetição/confirmatório (ex.: testosterona matinal, método por espectrometria, investigação de macroprolactina).


Limitações importantes

  • Fatores podem diferir em prolactina e outros analitos dependendo do padrão de calibração.
  • Conversão não substitui padronização metodológica (imunoensaio vs LC-MS/MS), sobretudo em valores baixos.
  • T3 pode ser reportado como total ou livre — o fator depende da unidade específica usada no laudo.
  • Em pesquisa/ensaios clínicos, pode haver arredondamentos e fatores publicados com pequenas variações.

Se o seu laboratório informa um fator próprio no laudo (muito comum em prolactina), use o fator do laudo para máxima consistência.


Referências científicas

  • Mayo Clinic Laboratories. Tabela de conversão para unidades SI (ex.: FT4 12,87; estradiol 3,671).
  • Roef GL, et al. Fatores de conversão para fT4 e T3 (ex.: fT4 ×12,87; T3 total ×0,0154). Endocrine-related paper. 2014.
  • NIH/NCBI Bookshelf. Conversão de testosterona: ng/dL → nmol/L (×0,0347).
  • Instruções de uso/IFU (padrões de ensaio) descrevendo prolactina: ng/mL → mIU/L (×21,2; pode variar por método).

Autor:

Foto de Dr. Guilherme Alfonso Vieira Adami

Dr. Guilherme Alfonso Vieira Adami

CRM-SP 254738

Sou médico residente em Medicina do Esporte e do Exercício pela Universidade de São Paulo (USP), com atuação voltada para avaliação cardiovascular do atleta, fisiologia do exercício e medicina baseada em evidência aplicada ao esporte.

Atuo profissionalmente com métodos gráficos de avaliação cardiovascular, realizando teste ergométrico, eletrocardiograma e monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA) em serviços de diagnóstico como Grupo A+ e dr.consulta, além de atendimento em consultório privado.

Também sou médico da Seleção Brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas, acompanhando atletas paralímpicos em treinamentos e competições.

Sou fundador da MedEsporte Papers, uma plataforma educacional dedicada à produção e divulgação de conteúdo científico em medicina do esporte, com foco na tradução da literatura científica para a prática clínica.

Meu trabalho é voltado para análise crítica da literatura científica, educação médica e aplicação prática da ciência do exercício na medicina.

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