Mecanismo, sintomas, sinais, exame neurológico e evolução precisam ser integrados.
Guia de Conhecimento Clínico
Uma biblioteca clínica para reconhecer a concussão, retirar o atleta, identificar sinais de emergência, aplicar ferramentas padronizadas, conduzir a recuperação e organizar o retorno progressivo ao estudo e ao esporte.
Definição clínica
A concussão é uma lesão cerebral traumática induzida por forças biomecânicas. Pode resultar de impacto na cabeça, pescoço ou corpo e costuma produzir alterações funcionais sem lesão estrutural visível nos exames de imagem convencionais.
Mecanismo, sintomas, sinais, exame neurológico e evolução precisam ser integrados.
Tomografia e ressonância são usadas para investigar lesão estrutural quando indicada, não para confirmar a concussão típica.
O atleta aparentemente bem em campo pode desenvolver cefaleia, tontura, lentidão ou alteração emocional depois.
Reconhecimento, sinais de alerta, retirada do jogo e retorno progressivo mesmo quando o atleta não desmaia.
Ler artigo completoA avaliação fora de campo não deve ser usada como licença para manter o atleta jogando. Se houver suspeita, ele deve ser removido e observado.
Reconhecer, remover e referir
Treinadores, árbitros e colegas podem reconhecer sinais suspeitos com o CRT6. O diagnóstico completo deve ser realizado por profissional habilitado.
Queda sem proteção, olhar vazio, desequilíbrio, lentidão, confusão ou comportamento incomum.
Cefaleia, tontura, náusea, visão alterada, fotofobia, fonofobia e sensação de lentidão.
Falhas nas perguntas contextuais, amnésia do evento ou dificuldade de compreender instruções.
Retirar, não deixar sozinho, não permitir dirigir e encaminhar para avaliação.
Primeiras horas e primeiros dias
O SCAT6 é mais útil na fase aguda, idealmente nas primeiras 72 horas e com utilidade clínica decrescente após os primeiros dias.
Intensidade, evolução e impacto sobre atividades diárias.
Orientação, memória imediata, concentração e recordação tardia.
mBESS, marcha tandem e observação de déficits motores.
Exame neurológico, coluna cervical e sinais que indicam investigação adicional.
Avaliação subaguda
O SCOAT6 organiza o seguimento no consultório e permite avaliar domínios que frequentemente não são explorados de forma suficiente na beira do campo.
Visão, movimentos oculares, tontura, convergência e provocação de sintomas.
Dor, amplitude, cefaleia cervicogênica e contribuição musculoesquelética.
Tolerância ao esforço aeróbico e limiar de exacerbação dos sintomas.
Insônia, ansiedade, depressão, irritabilidade e impacto da lesão na rotina.
Retorno à aprendizagem e ao esporte
O repouso absoluto prolongado não é recomendado. Após 24–48 horas de repouso relativo, atividades leves podem ser retomadas conforme tolerância e orientação clínica.
Reduzir atividades que pioram claramente os sintomas sem isolamento completo.
Caminhada ou bicicleta abaixo do limiar de exacerbação relevante.
Movimentos da modalidade ainda sem risco de contato ou queda.
Maior intensidade, coordenação e demanda cognitiva sem exposição a impacto.
Somente após avaliação e autorização clínica, conforme as regras aplicáveis.
Após completar a progressão sem recorrência clínica relevante.
Recuperação prolongada
Persistência de sintomas não significa necessariamente dano cerebral estrutural contínuo. Cervical, vestibular, ocular, enxaqueca, sono, humor e condicionamento podem contribuir.
Reabilitação direcionada quando dor cervical, tontura e alterações oculomotoras persistem.
Treinamento sub-sintomático individualizado pode integrar a recuperação.
Diferenciar fenótipo migranoso, cervical, tensional e uso excessivo de analgésicos.
Tratar insônia, ansiedade, depressão e medo do retorno quando presentes.
Crianças e adolescentes
Crianças podem ter dificuldade para descrever sintomas. Informações dos responsáveis, escola e equipe esportiva são fundamentais.
Use Child SCAT6 e Child SCOAT6 quando aplicável, com participação do responsável.
Ajustes escolares temporários podem incluir pausas, redução de tela e carga cognitiva graduada.
O retorno irrestrito ao esporte ocorre apenas depois da recuperação clínica e progressão adequada.
Concussão no paraesporte
Alterações motoras, visuais, cognitivas, neurológicas ou de comunicação podem modificar testes de equilíbrio, marcha, visão e cognição.
Documentar função habitual ajuda a diferenciar alteração prévia de mudança pós-impacto.
Alguns componentes devem ser adaptados ou omitidos conforme deficiência e modalidade.
Use recursos acessíveis e participação de pessoas que conheçam o atleta.
Não penalize o atleta por desempenho basal alterado em ferramenta não validada para sua condição.
Documentos e ferramentas oficiais
Baixe as versões originais e consulte as instruções antes de aplicar. CRT6 não diagnostica; SCAT6 e SCOAT6 são ferramentas clínicas para profissionais de saúde.
Documento central com definição, avaliação, repouso relativo, reabilitação e retorno ao esporte.
Abrir ferramenta oficial ↗ RECONHECIMENTOFerramenta para leigos, treinadores e equipe reconhecerem suspeita e sinais de emergência.
Abrir ferramenta oficial ↗ AVALIAÇÃO AGUDAAvaliação padronizada por profissional de saúde para adolescentes e adultos na fase aguda.
Abrir ferramenta oficial ↗ CRIANÇASFerramenta específica para avaliação aguda de crianças.
Abrir ferramenta oficial ↗ CONSULTÓRIOAvaliação multimodal no consultório, especialmente após as primeiras 72 horas.
Abrir ferramenta oficial ↗ CONSULTÓRIO PEDIÁTRICOFerramenta de seguimento e manejo em crianças com participação do responsável.
Abrir ferramenta oficial ↗ CENTRAL DE FERRAMENTASPágina central para versões oficiais, instruções e traduções aprovadas.
Abrir ferramenta oficial ↗ PARAESPORTEDiscussão atual sobre limitações e necessidade de adaptações das ferramentas padronizadas.
Abrir ferramenta oficial ↗Biblioteca de conteúdos
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Aprofundamento profissional
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Perguntas frequentes