Diagnóstico Diferencial Avançado
TV vs TSV-A
Avaliação Completa
Você será guiado por todos os 6 algoritmos principais.
Ao final, geraremos um relatório de consenso com sensibilidade e especificidade.
Relatório de Consenso
| Algoritmo | Resultado | Sensibilidade* | Especificidade* |
|---|
*Baseado nos estudos originais de validação para diagnóstico de TV.
Fontes: Brugada et al (1991), Vereckei et al (2008), Pava et al (2010), Santos et al (2021), Jastrzebski et al (2015), Steurer et al (1994).
A calculadora Taquicardia Ventricular vs Taquicardia Supraventricular com Aberrância (TV vs TSV-A) integra de forma sistemática seis dos algoritmos eletrocardiográficos mais validados na literatura — Brugada, Vereckei aVR, Pava, Santos, VT Score e Steurer. Seu objetivo é auxiliar médicos, cardiologistas, emergencistas e intensivistas na diferenciação rápida e precisa entre TV e TSV-A em episódios de taquicardia de QRS alargado, oferecendo um suporte adicional à decisão clínica em cenários de alta complexidade.
Como a fórmula funciona
A ferramenta aplica seis algoritmos independentes, cada um baseado em critérios morfológicos ou temporais específicos no eletrocardiograma. Cada método avalia características distintas do QRS, da condução intraventricular e da relação atrioventriculo-ventricular (AV), aumentando a robustez diagnóstica.
1. Brugada (1991)
Baseia-se em uma sequência hierárquica de quatro etapas:
Ausência de complexo RS nas precordiais, sugerindo origem ventricular.
Intervalo RS > 100 ms, indicando condução lenta.
Dissociação AV, critério altamente específico para TV.
Critérios morfológicos conforme padrão de BRD ou BRE.
2. Vereckei aVR (2008)
Foca exclusivamente na derivação aVR, avaliando:
Onda R inicial.
Duração da primeira deflexão ≥ 40 ms.
Presença de entalhe no ramo descendente.
Relação Vi/Vt ≤ 1 (velocidade inicial vs terminal do QRS).
3. Pava – RWPT DII (2010)
Utiliza a medida do RWPT (R-wave peak time) na derivação DII:
RWPT ≥ 50 ms → alta probabilidade de TV, independentemente da morfologia do QRS.
4. Santos D12V16 (2021)
Analisa a quantidade de derivações predominantemente negativas entre I, II, V1 e V6, além da presença de negatividade em I ou V6.
5. VT Score de Jastrzebski
Somatório de pontos baseados em:
Onda R inicial.
r inicial > 40 ms.
Notches em V1.
RWPT aumentado.
Ausência de RS nas precordiais.
Dissociação AV (2 pontos).
Scores ≥ 3 apresentam especificidade muito elevada para TV.
6. Steurer (1994)
Algoritmo direcionado especialmente para diferenciar TV de pré-excitação (WPW), avaliando:
QRS negativos em V4-V6.
Presença de complexo QR em múltiplas precordiais.
Relação AV diferente de 1:1.
Integração dos algoritmos
Após o cálculo individual, a ferramenta gera um relatório de consenso, indicando:
Número total de algoritmos que apontam TV.
Probabilidade geral (alta, baixa ou indeterminada).
Sensibilidade e especificidade de cada método conforme estudos originais.
Interpretação dos Resultados
Quando o algoritmo sugere TV
Critérios como dissociação AV, ausência de RS nas precordiais e RWPT aumentado estão fortemente associados à origem ventricular. Quanto maior o número de algoritmos concordantes, maior a probabilidade de TV — especialmente quando ≥ 4 algoritmos são positivos.
Quando o algoritmo sugere TSV com aberrância
Valores negativos ou morfologias compatíveis com condução supraventricular orientam para TSV-A, especialmente quando:
Nenhum algoritmo sugere TV.
Critérios temporais (como RWPT) estão dentro da normalidade.
Não há sinais de dissociação AV ou morfologia altamente sugestiva.
Resultados mistos
Em casos intermediários (1 a 3 algoritmos positivos), recomenda-se correlacionar:
Quadro clínico e estabilidade hemodinâmica.
Presença de cardiopatia estrutural.
Achados adicionais no ECG ou exames complementares.
A ferramenta serve como apoio, mas não substitui o julgamento clínico nem a análise criteriosa do ECG completo.
Referências Científicas
Brugada P, et al. (1991). A new approach to the differential diagnosis of a regular tachycardia with a wide QRS complex. Circulation. DOI: 10.1161/01.CIR.83.5.1649
Vereckei A, et al. (2008). New algorithm using aVR for differentiation of wide QRS complex tachycardia. Heart Rhythm. DOI: 10.1016/j.hrthm.2008.05.016
Pava LF, et al. (2010). New electrocardiographic criteria for VT differentiation based on lead II RWPT. Heart Rhythm. DOI: 10.1016/j.hrthm.2010.03.044
Santos RP, et al. (2021). A D12V16-based algorithm for VT diagnosis. Journal of Electrocardiology.
Jastrzebski M, et al. (2015). VT Score: Practical scoring system for wide-QRS tachycardias. Europace. DOI: 10.1093/europace/euv199
Steurer G, et al. (1994). Differentiation of ventricular tachycardia from preexcited tachycardia. American Journal of Cardiology. DOI: 10.1016/0002-9149(94)90382-4