Peptídeos e enzimas hepáticas: quando investigar?

Peptídeos e Enzimas Hepáticas

Peptídeos e enzimas hepáticas: quando investigar?

Um paciente chega ao consultório usando “peptídeos para recuperação, emagrecimento, sono e performance”. No exame de rotina: TGO 86, TGP 112, GGT normal, bilirrubina normal. Ele treina pesado, usa whey, creatina, anti-inflamatório eventual, álcool social no fim de semana e comprou parte dos produtos em uma farmácia de manipulação indicada por um colega.

A pergunta não é apenas: “o peptídeo lesionou o fígado?”
A pergunta correta é: “essa alteração é hepática, muscular, biliar, metabólica, medicamentosa ou apenas um achado transitório?”

Esse raciocínio é exatamente o tipo de abordagem que diferencia o uso médico criterioso de peptídeos do uso indiscriminado vendido como biohacking. Para aprofundar mecanismos, indicações, limitações e segurança clínica, conheça o curso Peptídeos Terapêuticos e na Performance da MedEsporte Papers:


O problema: nem toda TGO/TGP elevada é hepatotoxicidade

A elevação de enzimas hepáticas em pacientes usando peptídeos precisa ser interpretada com cuidado. O erro mais comum é fazer uma associação temporal simplista: começou o peptídeo, subiu TGO/TGP, então o peptídeo “atacou o fígado”.

Isso pode acontecer? Sim, especialmente quando há produtos não aprovados, manipulação irregular, impurezas, polifarmácia ou uso concomitante de outras substâncias. Mas nem sempre é a explicação mais provável.

A ALT/TGP é mais específica do fígado, enquanto a AST/TGO também está presente em músculo esquelético, coração e outros tecidos. Por isso, em atletas, praticantes de musculação e pacientes em rotina intensa de treino, a elevação de AST e ALT pode refletir lesão muscular induzida por exercício, especialmente quando CK, LDH e mioglobina também estão elevadas. Estudos com exercício resistido intenso mostram aumento de AST e ALT por vários dias, com CK e mioglobina elevadas, enquanto bilirrubina, GGT e fosfatase alcalina podem permanecer normais.

Portanto, antes de rotular como hepatotoxicidade, o médico precisa responder quatro perguntas:

  1. A alteração é realmente hepática?
  2. Existe padrão hepatocelular, colestático ou misto?
  3. Há sinais de gravidade?
  4. O peptídeo é aprovado, experimental, manipulado ou adquirido em mercado cinzento?

Peptídeos não são todos iguais

Falar em “peptídeos” como se fossem uma classe homogênea é um erro. O termo inclui desde moléculas aprovadas e bem estudadas, como agonistas de GLP-1 e agonistas duplos GIP/GLP-1, até substâncias usadas em performance, regeneração, cognição, sono e estética com evidência humana limitada.

Na prática, é útil separar em três grupos.

1. Peptídeos aprovados e com farmacovigilância

Aqui entram medicamentos como semaglutida e tirzepatida. Mesmo nesses casos, a interpretação exige nuance. Segundo o LiverTox, elevações de enzimas hepáticas em estudos com semaglutida não foram mais comuns que placebo ou comparadores, e a lesão hepática clinicamente aparente parece ser muito rara. Além disso, parte dos eventos hepatobiliares atribuídos a agonistas de GLP-1 pode estar relacionada a cálculos biliares e perda ponderal, não necessariamente a hepatotoxicidade direta.

No caso da tirzepatida, o LiverTox descreve elevações de aminotransferases acima de 3 vezes o limite superior da normalidade em menos de 1% dos pacientes nos estudos pré-registro, com frequência semelhante a placebo e comparadores. Após maior uso populacional, surgiram relatos isolados de lesão hepática aguda, mas o risco de lesão clinicamente aparente parece raro.

Ou seja: mesmo quando o peptídeo é aprovado, não se deve banalizar sintomas, icterícia ou elevação importante de enzimas. Mas também não se deve atribuir automaticamente qualquer alteração discreta ao medicamento.

2. Peptídeos manipulados, experimentais ou de uso “anti-aging/performance”

Aqui entram compostos como BPC-157, TB-500, CJC-1295, ipamorelina, GHRP, MOTs-C, KPV, GHK-Cu injetável, Selank, Semax, Epitalon, entre outros.

O ponto central não é afirmar que todos são hepatotóxicos. O ponto é outro: para muitos deles, faltam dados robustos de segurança em humanos, padronização farmacêutica e monitoramento de longo prazo.

A FDA lista diversos peptídeos de uso em manipulação com preocupações relacionadas a imunogenicidade, impurezas, caracterização do ingrediente farmacêutico ativo e ausência ou limitação de dados de segurança humana. Entre os exemplos citados estão BPC-157, CJC-1295, ipamorelina, KPV, MOTs-C, Selank, Semax, GHK-Cu injetável e TB-500.

Esse é o ponto crítico: quando um paciente usa um peptídeo sem aprovação, sem rastreabilidade e sem controle de qualidade confiável, o médico não está avaliando apenas “a molécula”. Está avaliando também veículo, impurezas, contaminantes, dose real, armazenamento, via de administração, esterilidade e interações.

3. Peptídeos proibidos no esporte ou usados com finalidade de performance

Alguns peptídeos e substâncias relacionadas a hormônio do crescimento, fatores de crescimento e secretagogos entram em categorias proibidas por regras antidoping. Isso não significa, por si só, hepatotoxicidade. Mas indica que o uso tem relevância esportiva, potencial de manipulação fisiológica e necessidade de abordagem ética e médica rigorosa. A WADA mantém peptídeos hormonais, fatores de crescimento, substâncias relacionadas e miméticos na lista de substâncias proibidas.

Para aprofundar a crítica ao uso indiscriminado, vale direcionar o leitor para os conteúdos internos sobre peptídeos no esporte e peptídeos no esporte: evidência ou charlatanismo?.


Como interpretar TGO, TGP, GGT, FA e bilirrubina no paciente usando peptídeos

O primeiro passo é sair da leitura isolada de TGO/TGP e montar o padrão bioquímico.

Padrão hepatocelular

Predomínio de ALT/TGP e AST/TGO. Pode ocorrer em hepatites virais, doença hepática gordurosa metabólica, álcool, medicamentos, suplementos, anabolizantes, isquemia, autoimunidade, lesão muscular e DILI.

Na suspeita de lesão hepática induzida por droga, ervas ou suplementos, a AASLD considera clinicamente significativa uma alteração como AST ou ALT acima de 5 vezes o limite superior da normalidade em duas ocasiões, ou bilirrubina total acima de 2,5 mg/dL associada a elevação de enzimas, ou INR acima de 1,5 com enzimas alteradas.

Padrão colestático

Predomínio de fosfatase alcalina e GGT, com ou sem bilirrubina elevada. Nesse cenário, pensar em doença biliar, obstrução, colestase medicamentosa, litíase, rápida perda de peso, uso de incretinas, anabolizantes orais e outras causas.

Em usuários de agonistas de GLP-1 ou tirzepatida, um ponto prático é lembrar que dor em hipocôndrio direito, náuseas persistentes, icterícia ou elevação de FA/GGT/bilirrubina deve levantar investigação hepatobiliar, incluindo ultrassonografia ou outro método de imagem quando indicado. O LiverTox recomenda avaliação cuidadosa da árvore biliar em pacientes com injúria hepática ou hepatobiliar nova em uso de semaglutida.

Padrão misto

Elevação combinada de transaminases e enzimas canaliculares. É um padrão frequente em DILI e exige investigação mais sistemática.

A AASLD descreve o uso do valor R para classificar o padrão de lesão: R = (ALT/limite superior da ALT) dividido por (FA/limite superior da FA). R maior que 5 sugere padrão hepatocelular; entre 2 e 5, misto; menor ou igual a 2, colestático.

Quando investigar?

Investigue sempre que a alteração for persistente, progressiva, acompanhada de sintomas, acompanhada de bilirrubina/INR alterados, ou quando houver uso de produto sem rastreabilidade.

Mas a intensidade da investigação depende do contexto.

1. Alteração discreta e assintomática

Exemplo: TGO/TGP até cerca de 2 vezes o limite superior, bilirrubina normal, FA/GGT normais, paciente assintomático, treino intenso nos últimos dias.

Conduta educacional: repetir exames em curto intervalo, revisar treino, álcool, anti-inflamatórios, paracetamol, fitoterápicos, anabolizantes, suplementos, infecções recentes e histórico metabólico. Em paciente fisicamente ativo, incluir CK pode evitar erro diagnóstico, porque lesão muscular pode elevar AST e ALT.

Aqui, não faz sentido alarmismo. Mas também não faz sentido ignorar.

2. Alteração moderada, persistente ou sem explicação óbvia

Se TGO/TGP permanecem alteradas após repouso relativo, suspensão de álcool e revisão de medicamentos/suplementos, a investigação deve avançar.

O mínimo razoável inclui:

  • AST, ALT, GGT, FA, bilirrubina total e frações;
  • albumina e INR para gravidade;
  • CK e LDH se houver treino, dor muscular ou performance esportiva;
  • sorologias virais conforme contexto;
  • avaliação metabólica;
  • ultrassonografia abdominal quando indicado;
  • revisão detalhada de todos os medicamentos, suplementos e peptídeos.

A diretriz da ACG reforça que níveis de ALT acima do verdadeiro intervalo saudável devem ser avaliados e que o grau de elevação ajuda a orientar a investigação.

3. Alteração importante ou sinais de gravidade

Aqui não é caso de “acompanhar para ver”. Deve-se investigar e agir.

Sinais de alerta:

  • ALT ou AST acima de 5 vezes o limite superior da normalidade;
  • ALT ou AST acima de 3 vezes com sintomas;
  • bilirrubina elevada;
  • INR aumentado;
  • icterícia;
  • colúria, acolia fecal ou prurido importante;
  • dor persistente em hipocôndrio direito;
  • náuseas/vômitos persistentes;
  • febre, rash, eosinofilia ou sinais sistêmicos;
  • piora progressiva após manter o produto.

Nesses casos, a suspensão do agente suspeito deve ser considerada, principalmente se o produto é experimental, manipulado, sem rastreabilidade ou adquirido fora de cadeia regulada. Em suspeita de DILI, o diagnóstico depende da relação temporal, exclusão de causas concorrentes e melhora após retirada do agente, porque não existe um biomarcador único que confirme a causalidade.

Quando pedir exame de imagem?

A imagem entra quando a alteração laboratorial sugere componente biliar, doença hepática estrutural ou quando o quadro clínico não fecha apenas com treino, uso de substâncias ou alteração transitória. Na prática, ultrassonografia de abdome superior costuma ser o primeiro exame quando há elevação de GGT, fosfatase alcalina ou bilirrubina, dor em hipocôndrio direito, icterícia, colúria, prurido, perda de peso rápida ou suspeita de esteatose hepática, colelitíase ou dilatação de vias biliares.

Em usuários de agonistas de GLP-1 ou outras terapias associadas à perda ponderal importante, a imagem pode ser útil para investigar litíase biliar ou complicações biliares, especialmente se houver dor abdominal ou padrão colestático. Já em elevações isoladas de AST/TGO e ALT/TGP após treino intenso, com CK elevada, GGT/FA/bilirrubina normais e paciente assintomático, a imagem pode não ser o primeiro passo.

Se a ultrassonografia for inconclusiva e persistirem sinais de colestase, dilatação de vias biliares ou suspeita de obstrução, métodos como colangiorressonância ou tomografia podem ser considerados conforme o contexto clínico. Em suspeita de doença hepática crônica, esteatose avançada ou fibrose, elastografia hepática também pode ajudar na estratificação.


Exemplo clínico fictício

Homem, 38 anos, empresário, treina musculação 5 vezes por semana. Procurou atendimento porque iniciou um “protocolo de recuperação” com BPC-157, TB-500 e um secretagogo de GH comprado por indicação de um grupo online. Também usa ibuprofeno após treinos mais intensos e faz álcool social aos fins de semana.

Exames:

  • AST/TGO: 124 U/L
  • ALT/TGP: 98 U/L
  • GGT: normal
  • FA: normal
  • bilirrubina: normal
  • INR: normal
  • CK: 2.900 U/L

Ele havia feito treino de pernas pesado 48 horas antes da coleta.

Nesse caso, concluir “hepatotoxicidade por peptídeo” seria precipitado. A CK elevada muda o raciocínio: há forte componente muscular. Porém, concluir “não é nada” também seria erro. O paciente usa peptídeos sem boa rastreabilidade, com múltiplas substâncias e anti-inflamatório. A melhor abordagem é interromper fatores não essenciais, orientar repouso relativo, repetir exames, reavaliar CK e transaminases, investigar se houver persistência/progressão e documentar exatamente o que foi usado.

Esse é o tipo de raciocínio que falta quando peptídeos são tratados como “protocolos prontos”. O médico precisa saber diferenciar plausibilidade biológica, evidência clínica e risco real.


Erros comuns na prática

Erro 1: culpar o peptídeo automaticamente

Associação temporal não prova causalidade. Treino, álcool, doença hepática gordurosa, hepatites, medicamentos, fitoterápicos e anabolizantes precisam entrar no diferencial.

Erro 2: ignorar o peptídeo porque “não passa pelo fígado”

Esse argumento é simplista. Mesmo moléculas peptídicas podem causar eventos sistêmicos, imunogenicidade, reações idiossincráticas, eventos biliares indiretos ou problemas relacionados à qualidade do produto. Além disso, em mercado não regulado, o conteúdo real pode não corresponder ao rótulo.

Erro 3: pedir apenas TGO e TGP

Sem GGT, FA, bilirrubina, INR, albumina e CK, o raciocínio fica incompleto. O médico pode confundir lesão muscular com hepatite ou deixar passar colestase.

Erro 4: não perguntar sobre suplementos e manipulações

Muitos pacientes não consideram peptídeos, fitoterápicos, “pré-treinos”, termogênicos ou produtos injetáveis como medicamentos. A anamnese precisa perguntar explicitamente.

Erro 5: usar evidência de moléculas aprovadas para justificar qualquer peptídeo

Dados de semaglutida, tirzepatida ou outros medicamentos aprovados não podem ser extrapolados para BPC-157, TB-500, CJC-1295, MOTs-C, Selank, Semax ou outros compostos de uso experimental. Cada molécula tem farmacologia, qualidade de evidência e risco próprios.

Para exemplos específicos de peptídeos frequentemente usados na prática, o leitor pode aprofundar em BPC-157, TB-500, KPV, GHK-Cu, Selank e Semax.

Se você quer prescrever, acompanhar ou criticar o uso de peptídeos com segurança, precisa dominar mais do que nomes comerciais e protocolos de internet. É necessário entender mecanismo, evidência, farmacovigilância, vias de administração, risco regulatório e interpretação laboratorial.

Aprofunde esse raciocínio no curso:

Limitações da evidência

A literatura sobre peptídeos e enzimas hepáticas é desigual.

Para medicamentos aprovados, como semaglutida e tirzepatida, há ensaios clínicos, bula, farmacovigilância e bases como LiverTox. Mesmo assim, eventos raros podem aparecer apenas após uso em larga escala.

Para muitos peptídeos de performance, regeneração, sono, cognição e “anti-aging”, a evidência humana é limitada, com poucos estudos robustos, pouca padronização e incerteza sobre segurança de longo prazo. A própria FDA mantém preocupações sobre peptídeos manipulados por risco de imunogenicidade, impurezas, caracterização do princípio ativo e ausência de dados humanos suficientes para várias substâncias.

Isso significa que não é cientificamente correto afirmar que “todo peptídeo altera enzimas hepáticas”. Mas também é incorreto vender a ideia de que “peptídeos são naturais, então são seguros”.

A posição médica deve ser mais madura: avaliar molécula por molécula, contexto por contexto, paciente por paciente.

Resumo prático

Em pacientes usando peptídeos, investigue enzimas hepáticas quando houver:

  • elevação persistente de AST/TGO ou ALT/TGP;
  • aumento progressivo em exames seriados;
  • ALT ou AST acima de 5 vezes o limite superior;
  • bilirrubina, INR, GGT ou fosfatase alcalina alterados;
  • sintomas como icterícia, colúria, prurido, dor abdominal, náuseas persistentes ou febre;
  • uso de múltiplas substâncias, anabolizantes, álcool, anti-inflamatórios, paracetamol ou fitoterápicos;
  • peptídeo manipulado, experimental, sem rastreabilidade ou comprado em mercado paralelo;
  • discrepância entre enzimas e quadro clínico;
  • suspeita de lesão muscular por treino, especialmente com CK elevada.

E lembre: em atleta ou praticante de musculação, AST e ALT não devem ser interpretadas sem contexto muscular. CK pode ser decisiva.

Conclusão

Peptídeos podem fazer parte de uma medicina tecnicamente sofisticada ou de um mercado de promessas sem lastro. A diferença está no método.

Quando enzimas hepáticas alteram em um paciente usando peptídeos, o médico não deve cair em dois extremos: nem ignorar a alteração, nem atribuir tudo ao peptídeo de forma automática. O caminho correto é classificar o padrão laboratorial, avaliar gravidade, investigar causas concorrentes, considerar exercício e CK, revisar todos os produtos utilizados e agir com mais rigor quando houver substâncias sem aprovação, manipulação duvidosa ou sinais de lesão hepática clinicamente relevante.

Peptídeos exigem conhecimento, não protocolo pronto.

Para aprender a raciocinar com segurança sobre indicações, mecanismos, evidência e riscos, conheça o curso Peptídeos Terapêuticos e na Performance da MedEsporte Papers:


Referências em norma ABNT

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PAVLETIC, Andrew J.; PANTALEON, Maria; HIRSHFIELD, George M. Exercise-induced elevation of liver enzymes in a healthy female research volunteer. Psychosomatics, v. 56, n. 5, p. 604-606, 2015.

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WORLD ANTI-DOPING AGENCY. The Prohibited List. WADA, 2026.

Autor

  • Dharien Oliveira Correira

    Médico pela Universidade de Fortaleza (2021), com 5 anos de atuação clínica voltada à interseção entre esporte, metabolismo e nutrologia. Pós-graduado em Medicina do Exercício e do Esporte (Cetrus-SP) e em Emagrecimento e Obesidade pelo Hospital Israelita Albert Einstein, além de pós-graduado em Nutrologia Feminina. Há 3 anos integra o programa de Fellowship em Nutrologia da Nutrology Academy (RJ), em processo contínuo de aperfeiçoamento, e em formação na Certificação Internacional em Medicina Endocanabinoide pela WeCann. Monitor e pesquisador do Nutrology SciHub, comunidade dedicada à produção científica em nutrologia, traduzindo evidência científica em orientações sobre performance, composição corporal e saúde do esportista. Já pesou 183 kg. Hoje é triatleta amador e médico que entende, de dentro pra fora, o caminho do emagrecimento.

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