Preciso fazer exame antes de correr uma maratona?

Preciso fazer exames antes de correr uma maratona?

Preciso fazer exame antes de correr uma maratona?

A resposta conservadora é:

Muitos corredores deveriam passar por avaliação médica antes de correr uma maratona — mas isso não significa pedir uma bateria genérica de exames para todo mundo.

A maratona não é uma corrida “um pouco mais longa”. São 42,195 km de esforço prolongado, com demanda cardiovascular, metabólica, musculoesquelética, térmica e autonômica relevante. Para o corredor saudável, bem treinado e sem fatores de risco, o risco absoluto de evento cardiovascular durante a prova é baixo. Mas, para o corredor acima de 35 anos, com histórico familiar, sintomas, hipertensão, diabetes, dislipidemia, obesidade, tabagismo, doença renal, uso de substâncias ergogênicas ou retorno recente ao esporte, a conversa muda.

É exatamente esse tipo de raciocínio que separa a Medicina do Esporte bem feita do “check-up de prateleira”. No curso Cardiologia do Esporte, da MedEsporte Papers, o médico aprende a interpretar risco cardiovascular no atleta e no praticante recreacional sem cair em dois erros frequentes: liberar todo mundo com superficialidade ou pedir exames sem individualização clínica. Também muito discutido no curso A Medicina do Esporte que Todo Médico Deve Saber

A maratona pode ser um objetivo excelente. Mas, do ponto de vista médico, ela exige uma pergunta anterior: quem é esse corredor, qual é o risco dele e qual exame realmente muda conduta?


O risco cardiovascular na maratona é baixo, mas não é zero

Estudos populacionais mostram que a parada cardíaca em provas de longa distância é rara. No estudo RACER publicado no New England Journal of Medicine, com 10,9 milhões de corredores em maratonas e meias-maratonas nos Estados Unidos entre 2000 e 2009, foram identificadas 59 paradas cardíacas, com incidência geral de 0,54 por 100.000 participantes. O risco foi maior na maratona do que na meia-maratona e maior em homens do que em mulheres.

A atualização contemporânea publicada no JAMA em 2025 avaliou 29.311.597 finalistas de maratonas e meias-maratonas nos Estados Unidos entre 2010 e 2023. Foram registradas 176 paradas cardíacas; a incidência permaneceu estável em comparação com 2000–2009, mas a mortalidade caiu. A incidência de parada cardíaca foi maior em homens, maior na maratona do que na meia-maratona, e a doença arterial coronariana foi a etiologia mais comum entre os casos com causa definida.

Esse ponto é central:

O risco é estatisticamente baixo, mas clinicamente relevante, porque o evento é grave, súbito e muitas vezes ocorre em indivíduos que se percebiam saudáveis.

Também é importante interpretar corretamente as notícias. Reportagens recentes sobre morte ou parada cardíaca em corredores chamam atenção pública, mas não devem produzir pânico nem falsas promessas de prevenção total. Em 2025, uma análise divulgada pelo Washington Post destacou que as mortes por parada cardíaca em provas longas caíram, provavelmente associadas a melhor resposta em campo, RCP precoce e acesso a DEA. A mesma reportagem reforçou que homens, maratonistas e corredores com doença coronariana estavam entre os grupos de maior risco.

Portanto, a mensagem não é “maratona mata”. A mensagem correta é: maratona aumenta a exigência sobre um sistema cardiovascular que precisa ser minimamente conhecido antes da prova.


Por que os 35 anos importam?

A idade de 35 anos aparece frequentemente na Cardiologia do Esporte porque marca uma transição epidemiológica importante. Em atletas e praticantes mais jovens, as principais preocupações costumam ser cardiomiopatias, canalopatias, anomalias coronarianas e outras doenças estruturais ou elétricas. Em adultos acima de 35 anos, a doença arterial coronariana passa a ganhar protagonismo como causa de eventos durante exercício intenso.

Essa distinção é essencial na prática. Um corredor de 24 anos com síncope aos esforços, palpitações e história familiar de morte súbita exige uma investigação diferente de um corredor de 48 anos, hipertenso, com LDL elevado e dor torácica em treino de ritmo. Ambos podem precisar de avaliação. Mas a pergunta clínica, a hipótese diagnóstica e os exames prioritários não são os mesmos.

As diretrizes da European Society of Cardiology sobre cardiologia do esporte e exercício em pacientes com doença cardiovascular reforçam a necessidade de avaliação, estratificação de risco e decisão compartilhada, especialmente quando há doença cardiovascular conhecida ou suspeita. A própria diretriz reconhece que a base de evidência em esporte competitivo e exercício intenso ainda é limitada em alguns cenários, o que exige julgamento clínico.

No Brasil, a diretriz atualizada da Sociedade Brasileira de Cardiologia e da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte também aborda avaliação pré-participação, doenças cardiovasculares e segurança na prática esportiva, reforçando que a avaliação deve considerar o perfil do indivíduo e o tipo de exercício pretendido.

Em outras palavras: a idade sozinha não decide tudo, mas muda o pré-teste de probabilidade.

Então todo corredor precisa fazer exame antes da maratona?

Não necessariamente.

A avaliação começa antes do eletrocardiograma, do teste ergométrico ou do ecocardiograma. Começa com uma boa história clínica.

Mas todo corredor deveria passar por algum grau de triagem clínica pré-participação, e muitos deveriam fazer exames complementares.

O médico deve perguntar sobre:

  • dor ou desconforto torácico aos esforços;
  • dispneia desproporcional;
  • síncope ou pré-síncope;
  • palpitações sustentadas;
  • queda inexplicada de performance;
  • histórico familiar de morte súbita, cardiomiopatia ou doença coronariana precoce;
  • hipertensão arterial;
  • diabetes;
  • dislipidemia;
  • tabagismo;
  • obesidade;
  • doença renal crônica;
  • uso de anabolizantes, estimulantes, hormônios ou outras substâncias;
  • infecção recente, especialmente com sintomas cardiopulmonares;
  • histórico prévio de miocardite, arritmia, sopro, cardiopatia congênita ou doença coronariana.

Ferramentas de triagem, como os 14 pontos da AHA para avaliação pré-participação, podem ajudar a organizar a anamnese e o exame físico. A MedEsporte Papers já possui uma página específica sobre esse instrumento: 14 Pontos da AHA para Avaliação Pré-Participação.

Outro recurso útil é o PPE History Form — Avaliação Pré-Participação Física, que ajuda a sistematizar a coleta de informações antes da liberação esportiva.

O ponto crítico é este: exame complementar não substitui raciocínio clínico.

O erro do check-up genérico

Um dos maiores problemas na avaliação de corredores é o check-up genérico. O paciente chega dizendo que vai correr uma maratona e recebe uma lista fixa: hemograma, glicemia, colesterol, ECG, teste ergométrico, ecocardiograma, talvez ergoespirometria, às vezes até exames de imagem sem indicação clara.

Isso parece segurança, mas pode ser apenas excesso organizado.

O check-up genérico falha por três motivos.

Primeiro, porque pode subinvestigar quem tem alto risco. Um corredor de 52 anos, diabético, hipertenso, com dor torácica em subida, não deve ser tratado como alguém que só precisa de “exames de rotina”. Nesse caso, a hipótese de doença arterial coronariana precisa ser levada a sério, e a estratégia diagnóstica deve ser guiada por risco, sintomas, capacidade funcional e probabilidade pré-teste.

Segundo, porque pode superinvestigar quem tem baixo risco. Um corredor jovem, assintomático, sem história familiar, sem comorbidades e com progressão adequada de treino pode ser exposto a falso-positivos, ansiedade, cascatas diagnósticas e restrições esportivas desnecessárias.

Terceiro, porque o check-up genérico muitas vezes ignora a pergunta mais importante: o resultado desse exame mudará a conduta?

Esse raciocínio é especialmente importante no teste ergométrico. Ele pode ser útil em determinados corredores, principalmente quando há sintomas, idade mais avançada, fatores de risco ou necessidade de avaliar resposta pressórica, arritmias induzidas pelo esforço, capacidade funcional e sinais de isquemia. Mas não deve ser usado como “carimbo universal” de segurança.

A MedEsporte Papers já discutiu esse tema no artigo Infarto silencioso e teste ergométrico, que pode complementar a leitura quando a dúvida envolve rastreamento de doença coronariana em indivíduos aparentemente assintomáticos.

Quem deve ser avaliado com mais cuidado antes de uma maratona?Uma abordagem conservadora considera que alguns grupos merecem avaliação médica mais estruturada antes da prova.

Corredores acima de 35 anos
Especialmente homens, merecem atenção maior quando há fatores de risco cardiovascular. Isso não significa que toda pessoa acima de 35 anos precise automaticamente de todos os exames, mas significa que a avaliação não deve ser superficial.

Corredores com sintomas aos esforços
Devem ser avaliados antes de aumentar carga ou competir. Dor torácica, dispneia desproporcional, síncope, palpitação sustentada ou queda abrupta de desempenho não devem ser normalizados como “falta de condicionamento”.

Corredores com hipertensão, diabetes, dislipidemia, obesidade, tabagismo ou doença renal crônica precisam de estratificação individualizada.
O problema não é correr; muitas vezes, o exercício é parte do tratamento. O problema é competir em alta demanda sem entender o risco basal, a resposta ao esforço e o controle clínico.

Corredores com doença cardiovascular conhecida
Também exigem avaliação rigorosa. Isso inclui doença coronariana, arritmias, cardiomiopatias, valvopatias, miocardite prévia, cardiopatias congênitas e histórico de intervenção cardíaca. Nesses casos, a liberação deve ser específica para o tipo, intensidade e volume de exercício pretendido.

Corredores que usam anabolizantes, estimulantes, hormônios tireoidianos sem indicação, termogênicos ou outras substâncias
Também devem ser avaliados com cuidado, e estão em um grupo de risco. Essas exposições podem alterar pressão arterial, perfil lipídico, massa ventricular, risco trombótico, ritmo cardíaco e percepção subjetiva de esforço.


Quais exames podem fazer sentido?

A resposta depende do caso.

Em uma avaliação pré-maratona, podem ser considerados:

Eletrocardiograma de repouso, quando há necessidade de rastrear alterações elétricas, sinais indiretos de doença estrutural ou estabelecer um basal. Em atletas, sua interpretação deve seguir critérios específicos para reduzir falso-positivos.

Teste ergométrico, quando a pergunta envolve sintomas aos esforços, suspeita de isquemia, resposta pressórica, arritmias induzidas pelo exercício ou avaliação funcional em contexto cardiovascular.

Teste cardiopulmonar de exercício, ou ergoespirometria, quando se deseja avaliar limiares ventilatórios, VO₂, resposta cardiovascular, ventilatória e metabólica ao esforço. Pode ser especialmente útil quando há dispneia desproporcional, queda de performance ou necessidade de prescrição mais precisa do treino.

Ecocardiograma, quando há sopro, alteração no ECG, hipertensão de longa data, suspeita de cardiomiopatia, sintomas, história familiar relevante ou necessidade de avaliar estrutura e função cardíaca.

Exames laboratoriais, quando se deseja avaliar fatores de risco e condições clínicas associadas: perfil lipídico, glicemia ou hemoglobina glicada, função renal, hemograma, ferritina em contextos específicos, entre outros. O objetivo não é “ver se está tudo bem”, mas responder perguntas clínicas.

Exames de imagem coronariana ou investigação avançada, apenas quando indicados pelo risco, sintomas, achados prévios ou probabilidade de doença. Não devem ser banalizados como rastreamento universal.

A pergunta correta não é “qual pacote de exames fazer antes da maratona?”. A pergunta correta é:

Qual é o risco desse paciente e qual exame tem maior chance de mudar a decisão clínica?


Fisiologia: por que a maratona pode revelar doença silenciosa?

Durante uma maratona, o sistema cardiovascular precisa sustentar débito cardíaco elevado por tempo prolongado. Isso envolve aumento da frequência cardíaca, do volume sistólico, da extração periférica de oxigênio, da demanda miocárdica e da ativação simpática.

Em um coração saudável e treinado, essas adaptações são esperadas. O problema aparece quando existe substrato patológico.

Na doença arterial coronariana, o aumento da demanda miocárdica pode superar a oferta de oxigênio, especialmente em intensidades mais altas, calor, desidratação, anemia, privação de sono ou esforço final intenso. Isso pode precipitar isquemia, arritmias ventriculares ou infarto.

Em cardiomiopatias, o esforço intenso pode aumentar instabilidade elétrica, especialmente se houver fibrose, hipertrofia patológica ou disfunção ventricular.

Em canalopatias ou arritmias predisponentes, catecolaminas, alterações eletrolíticas e esforço sustentado podem facilitar eventos arrítmicos.

Em indivíduos destreinados ou mal preparados, a maratona também impõe estresse térmico e metabólico. Nem toda parada em prova é por doença coronariana; há casos associados a hipertermia, hiponatremia, desidratação grave e outras condições clínicas. Uma reportagem recente descreveu o caso de um corredor jovem que morreu após colapso por exaustão térmica em meia-maratona, lembrando que o risco em prova não é exclusivamente cardiológico.

Por isso, a avaliação pré-maratona não deve olhar apenas para “o coração no papel”. Ela deve considerar treino, aclimatação, comorbidades, medicamentos, sono, nutrição, hidratação, ambiente e plano de prova.

Aplicação prática: como orientar o corredor?


Para o médico, a conduta prática pode seguir uma lógica simples.

-O primeiro passo é definir se o corredor é assintomático ou sintomático.

Sintomas aos esforços mudam tudo: Dor torácica, síncope, dispneia desproporcional, palpitações sustentadas ou queda inexplicada de rendimento exigem avaliação antes de continuar a progressão de carga.

-O segundo passo é estimar risco cardiovascular.

Idade, sexo, pressão arterial, diabetes, colesterol, tabagismo, obesidade, doença renal, histórico familiar e histórico pessoal devem ser considerados. Em muitos casos, ferramentas de risco cardiovascular podem ajudar, embora não substituam julgamento clínico no contexto esportivo.

-O terceiro passo é entender a prova e o treinamento.

Correr 5 km três vezes por semana é diferente de preparar uma maratona com longões, treinos intervalados, prova em calor e meta agressiva de tempo. O risco não depende apenas do paciente; depende também da carga proposta.

-O quarto passo é pedir exames orientados por hipótese.

O exame deve responder uma pergunta. “Esse paciente tem isquemia induzida por esforço?” “Há arritmia no exercício?” “A hipertensão está controlada durante carga?” “Existe cardiomiopatia?” “A dispneia é cardíaca, pulmonar, metabólica ou de condicionamento?”

-O quinto passo é discutir decisão e plano.

Nem toda alteração impede a maratona. Às vezes, a conduta é tratar melhor a hipertensão, ajustar treino, reduzir meta, adiar a prova, investigar mais ou orientar sinais de alarme. Em outros casos, a recomendação responsável é não correr até completar investigação.

Essa decisão deve ser individualizada, documentada e compartilhada.

A avaliação cardiovascular do corredor não é uma lista de exames. É uma habilidade clínica.

No curso Cardiologia do Esporte, e no curso A Medicina do Esporte que Todo Médico Deve Saber a MedEsporte Papers aprofunda avaliação pré-participação, interpretação de sintomas, risco cardiovascular, teste ergométrico, ergoespirometria, arritmias e tomada de decisão no atleta e no praticante recreacional.


Erros comuns antes de correr uma maratona

O primeiro erro
Acreditar que estar treinando elimina risco cardiovascular. Treinamento reduz risco global, melhora fatores cardiometabólicos e aumenta capacidade funcional, mas não torna o corredor imune a doença coronariana, arritmias ou eventos agudos.

O segundo erro
Achar que ausência de sintomas sempre significa baixo risco. Muitos corredores subestimam sintomas, reinterpretam dor torácica como “refluxo”, dispneia como “falta de treino” e palpitação como “ansiedade”.

O terceiro erro
Fazer exames sem saber interpretá-los no contexto esportivo. ECG de atleta, biomarcadores após esforço, alterações adaptativas de câmaras cardíacas e respostas pressóricas exigem leitura especializada.

O quarto erro
Usar uma prova como motivação para mudanças abruptas. Um sedentário de 42 anos, hipertenso e acima do peso que decide correr uma maratona em poucos meses não é o mesmo paciente de um corredor habitual com anos de base aeróbica.

O quinto erro
Ignorar comorbidades controladas “mais ou menos”. Hipertensão, diabetes e dislipidemia não deixam de importar porque o paciente corre. Pelo contrário: em prova longa, elas precisam estar bem compreendidas e tratadas.

O sexto erro
Terceirizar a segurança para o atestado. Atestado não previne evento. O que reduz risco é avaliação bem feita, treinamento progressivo, controle clínico, plano de prova realista e suporte adequado no evento.


Limitações da evidência

A literatura sobre eventos cardiovasculares em maratonas tem limitações importantes.

Eventos são raros, o que dificulta estudos randomizados e estimativas precisas em subgrupos. Muitos registros dependem de notificação, mídia, contato com organizadores e revisão retrospectiva. No estudo JAMA 2025, por exemplo, a etiologia definitiva foi determinada apenas em parte dos casos, embora a doença coronariana tenha sido a causa mais comum entre aqueles com causa definida.

Também há diferenças entre países, estrutura de prova, acesso a DEA, tempo de resposta, clima, perfil dos participantes, critérios de inscrição e cultura de avaliação médica.

Outro ponto: não existe exame capaz de zerar risco. Um teste normal reduz a probabilidade de determinadas condições, mas não impede arritmias, eventos trombóticos, hipertermia, hiponatremia, desidratação, lesões ou eventos imprevisíveis.

Por isso, a avaliação pré-maratona deve ser vista como redução de risco, não como garantia.

Resumo prático

Sim, vale fazer avaliação antes de correr uma maratona, especialmente se o corredor tem mais de 35 anos, é homem, tem fatores de risco cardiovascular, sintomas, histórico familiar relevante, doença cardiovascular conhecida ou está aumentando carga de forma importante.

Mas a avaliação não deve ser um check-up genérico.

O caminho mais seguro é:

  1. história clínica e exame físico bem feitos;
  2. triagem de sintomas e histórico familiar;
  3. estratificação de risco cardiovascular;
  4. análise da carga de treino e da prova;
  5. exames complementares individualizados;
  6. decisão compartilhada sobre correr, adiar, investigar ou modificar a meta.

Para corredores leigos, a mensagem é clara: não espere o sintoma grave aparecer no treino longo ou no quilômetro final da prova.

Para médicos, a mensagem é ainda mais importante: não banalize a maratona e não banalize exames. Individualize.

A maratona exige mais do que planilha de treino. Exige avaliação clínica, leitura de risco e decisão médica responsável.

Se você é médico e quer aprender a avaliar corredores, atletas recreacionais e pacientes com comorbidades que desejam praticar exercício com segurança, conheça o curso A Medicina do Esporte que Todo Médico Deve Saber, da MedEsporte Papers.

Referências em norma ABNT

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BLISS, Erin. Cardiac arrest deaths among marathoners have decreased, study finds. The Washington Post, 5 abr. 2025. Usado apenas como apoio jornalístico para contextualização de notícia baseada no estudo RACER/JAMA 2025.

Autor

  • Dharien Oliveira Correira

    Médico pela Universidade de Fortaleza (2021), com 5 anos de atuação clínica voltada à interseção entre esporte, metabolismo e nutrologia. Pós-graduado em Medicina do Exercício e do Esporte (Cetrus-SP) e em Emagrecimento e Obesidade pelo Hospital Israelita Albert Einstein, além de pós-graduado em Nutrologia Feminina. Há 3 anos integra o programa de Fellowship em Nutrologia da Nutrology Academy (RJ), em processo contínuo de aperfeiçoamento, e em formação na Certificação Internacional em Medicina Endocanabinoide pela WeCann. Monitor e pesquisador do Nutrology SciHub, comunidade dedicada à produção científica em nutrologia, traduzindo evidência científica em orientações sobre performance, composição corporal e saúde do esportista. Já pesou 183 kg. Hoje é triatleta amador e médico que entende, de dentro pra fora, o caminho do emagrecimento.

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